A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 14/10/2019
No ano de 1929, a quebra da bolsa de Nova York causou um abalo financeiro em muitos estadunidenses da época que, apesar de seu risco, aplicaram grande parte de seu dinheiro em ações. Atualmente, muitos indivíduos ainda sofrem danos irreparáveis pela má administração do próprio dinheiro. Sendo assim, é necessária a educação financeira nas escolas, que ensinará os cidadãos a garantir sua estabilidade financeira no futuro e, consequentemente, uma maior qualidade de vida.
Em primeiro lugar, saber administrar bem o próprio dinheiro garante mais segurança e estabilidade ao indivíduo. A contração de dívidas, por exemplo, é um hábito comum em muitas famílias e tende a formar um ciclo vicioso, que pode acarretar muitos danos à vida dos indivíduos. Consoante ao pensamento de Paulo Freire, que diz que sem a educação, a sociedade não muda, é necessário que as crianças tenham contato, desde o ensino fundamental, com a importância do dinheiro e sua boa administração, prevenindo futuros hábitos danosos como a contração de dívidas.
Além disso, a boa administração do dinheiro faz com que, através de economias e investimentos, sobrem recursos financeiros, que poderão ser gastos com seu bem-estar. De acordo com o sociólogo Karl Marx, a economia é a base da sociedade. Portanto, uma boa qualidade de vida, na sociedade capitalista, está diretamente atrelada ao poder aquisitivo que o indivíduo possui. Dessa maneira, a estabilidade trazida pela educação financeira faz com que indivíduos vivam uma vida mais agradável, com acesso, por exemplo, a mais opções de lazer e viagens.
Assim, faz-se necessária a educação financeira nas escolas para a garantia de uma melhor qualidade de vida dos cidadãos. O Ministério da Educação deve, além de tornar tal tema obrigatório, promover projetos de empresas júnior nas escolas. Tais empresas serão administradas pelos próprios alunos, que serão orientados por empreendedores convidados. Os alunos, portanto, terão um maior contato com a administração do dinheiro, de forma a evitar danos irreparáveis como os vivenciados pela crise de 29.