A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 14/10/2019
Durante a história das civilizações antigas, havia, nas cidades, um intenso comércio de produtos que já utilizavam o dinheiro como forma de troca. Hodiernamente, com o avanço do capitalismo, é impensável um mundo sem bancos, cartões de crédito e cédulas. Entretanto, devido a inserção da população nesse modelo monetário mundial, surgem problemas referentes à educação financeira, os quais estão relacionados ao consumismo e as consequências dele à vida da população, necessitando-se de medidas para atenuar os entraves.
Primeiramente, é importante pontuar que a população brasileira é incentivada diariamente ao consumo. A respeito disso, segundo dados do site Economia, da empresa Uol, houve um investimento de mais de 16 bilhões de reais em publicidade e propaganda no Brasil. Sendo assim, os cidadãos são bombardeados por propagandas de vendas de produtos e serviços que os incentivam a consumirem desenfreadamente. Dessa forma, em contramão à filosofia de Epicuro, filósofo grego, o qual dizia que deveríamos viver uma vida equilibrada e sem excessos, é comum não haver uma educação monetária adequada, em que a pessoa gasta em demasia comprando celulares de última geração, o carro do ano ou a roupa da moda.
Como consequência disso, o brasileiro fica à mercê de dívidas e pode, inclusive, desenvolver transtornos psicológicos. Quanto a essa questão, de acordo com dados do site G1, mais de 60 milhões de brasileiros fecham o ano de 2018 endividados. Além disso, cita-se o aumento de depressão e ansiedade que uma vida financeira mal administrada pode causar. Nesse sentido, durante a grande crise mundial de 1929, muitas pessoas, naquela época, cometeram suicídios por terem ido á falência com a crise. Desse modo, ter uma educação financeira bem equilibrada é fator chave para se obter uma melhor qualidade de vida e saúde mental, haja vista que o dinheiro se tornou uma necessidade básica no mundo.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para a amenização da problemática exposta. Para tanto, faz-se necessário que o Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, invista no ensino da educação financeira em escolas, faculdades e no trabalho. Nas escolas, deve haver aulas que ensinem as acrianças e adolescentes a importância do dinheiro e como ele deve ser administrado. Para o público mais velho, é interessante o uso de palestras nas Universidades e no local de trabalhos, as quais mostrem os malefícios do consumismo e como ele pode ser evitado tendo uma consciência de finanças mais regrada. Somente assim, será possível que os cidadãos, como Epicuro explicitou, gastem de forma consciente, evitando os excessos.