A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 15/10/2019

Dinheiro - moeda corrente - está no âmago de todas as civilizações. A parábola do filho pródigo, apresentada no Novo Testamento, é exemplo dramático do descontrole financeiro. O jovem esbanja todos seus recursos tanto por não saber administra-lós, como por deixar-se seduzir pelas tentações mundanas, inclusive pelo crédito fácil.

A inabilidade dos jovens brasileiros em gastar sensatamente é estarrecedora; mais da metade dos adolescentes desconhecem o valor do dinheiro. Esse fato se reflete na enorme parcela de pessoas endividadas (CPF negativados), a qual cresceu aproximadamente 3% de 2017 para 2018.

Além disso, surpreendentemente as faixas etárias mais elevadas  têm aumentado, ao longo dos anos, sua inadimplência, conforme dados de 2018. Enquanto, para os jovens de menos de 30 anos o endividamento tem reduzido. Esse perfil da dívida da população, de acordo com a imprensa especializada , deve-se ao crédito consignado oferecido principalmente a aposentados. O recurso  obtido é rapidamente dilapidado pelos familiares, sem nenhum controle do gasto, devido em parte à falta de uma formação de controle de gastos.

Consequentemente, a educação financeira da sociedade é indispensável para o bem estar geral. O ensino de gerenciamento de recursos deve estar bem definido nas Bases Curriculares, elaborado pelo Ministério da Educação e devidamente implementado pelos Estados e Municípios, dentro de suas competências. Entretanto, essa ação educacional não se deve restringir às escolas; deve também ser divulgada pelo vários meio de comunicação, como a televisão, e por agentes financeiros, como bancos. Neste caso, regulamentados e supervisionados pelo Ministério da Economia e do Banco Central do Brasil, respectivamente. Uma sociedade formada por cidadãos economicamente lúcido e conscientes de suas responsabilidades financeiras será muito menos conflituosa e mais feliz; evitando-se situações de sofrimento como descritas na parábola do filho pródigo.