A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 14/10/2019

O filme produzido por Stan Lee, “Homem de Ferro”, retrata em seu enredo a história de um cientista rico que produz armaduras de ferro com tecnologia avançada. Assim, devido a sua grande quantidade de dinheiro, contratou uma gerenciadora para realizar a manutenção adequada das suas finanças e evitar a perda da riqueza devido à má gestão. Todavia, fora da ficção, a sociedade não tem conhecimento suficiente para gerir suas riquezas e com isso, oposto ao filme, perdem suas aquisições e entram em um colapso financeiro. Sob esse viés, é notório que a falta de educação financeira repercute diretamente na realidade social, no tocante que acarreta uma má administração das finanças e consequentemente, falta de empreendedorismo, fatores esses, óbices econômicos do século XXI.

Em primeira análise, cabe ressaltar que essa educação interfere positivamente no cotidiano dos cidadãos, à medida que auxilia no gerenciamento equilibrado e consciente dos bens. Desse modo, sem a base educacional nesse setor, os indivíduos encontram-se no estado de “menoridade intelectual”, a qual consoante apresentado pelo filósofo Immanuel Kant, é um espírito manipulado e sem capacidade de pensar por conta própria, logo, um indivíduo sem instrução sobre como administrar as finanças, adjunto da manipulação midiática incentivando o consumo, resulta em dívidas, falta de planejamento e investimentos econômicos. Diante disso, o gerenciamento inadequado do dinheiro resulta em déficits aos indivíduos, mas, também, ao país, visto que não há giro monetário.

Por conseguinte, essa população sem auxílio não compreende sobre empreender, ou seja, realizar a melhor administração possível dos recursos disponíveis. Visto que não possuem perspectivas futuras, nem incentivos para restringir suas peripécias e economizar. Nesse tocante, análogo as ideias do livro “O Poder do Hábito” de Charles Duhhig, é preciso motivação para começar, porém apenas com o hábito é possível manter uma constância. Assim sendo, é preciso criar na sociedade o instinto de empreender desde o princípio e com os ideais da educação financeira, conseguir, mesmo com pouco, crescer financeiramente e manter esse hábito evolutivo.

Diante do exposto, é mister ações que alterem o cenário de incapacidade administrativa social. Portanto, urge que os governos estaduais, com apoio do Ministério da Educação, realizem palestras nas escolas e praças públicas das cidades, por meio de profissionais formados em economia ou administração, capacitados à transmitir conhecimentos dessas áreas, a fim de que não apenas os estudantes, mas toda a sociedade tenha conhecimento de como preservar seu dinheiro. Ademais, cabe à mídia, disseminar, por meio de propagandas e comerciais, esses conteúdos pedagógicos, para que a margem de “alunos” seja ainda maior. Feito isso, os cidadãos aproximar-se-ão do filme supracitado.