A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 28/10/2019

Promulgada em 1988, a Constituição Federal garante a todos uma educação gratuita e qualificada. Entretanto, o acelerado consumo e um ensinamento financeiro precário torna-se uma problemática. Isso se evidencia não só pelo descaso da população acerca do assunto, como também pela negligência governamental.

Primeiramente, de acordo com o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), 47% das pessoas da chamada Geração Z, que tem hoje de 18 a 25 anos, não faz controle de suas despesas. Tal dado mostra-se alarmante, posto que a maioria dá a justificativa de que é falta de hábito e de não saber o que fazer com seu dinheiro, o que acarreta em gastos desnecessários e endividamento. Ademais, o cartão de crédito é um dos vilões para que tal camada negligencie suas economias. Sendo assim, é inadmissível que os cidadãos sejam influenciados a comprar objetos que não precisem e não controlem seus recursos.

Outrossim, a indiligência em oferecer instruções básicas sobre o consumo consciente é um fator estarrecedor, visto que a população não é ensinada sobre o uso adequado do seu salário. Consoante ao líder revolucionário e ex-presidente da África, Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Logo, faz-se inaceitável que autoridades responsáveis não promovam educação financeira para todos os indivíduos.

Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas. Urge que o Estado, mediante redirecionamento de verbas ao Ministério da Economia, adjunto do Ministério da Educação, planeje e desenvolva políticas públicas para facilitar a quitação das dívidas dos inadimplentes. Além disso, deve incluir esse tema na Base Nacional Comum Curricular das escolas, por meio de diversas metodologias, com o intuito de ter um corpo social propenso a dar a melhor utilidade ao seu dinheiro e que planeja seus custos. Dessa forma, com ensinamentos dados da forma correta, poder-se-á ter uma nação soberana.