A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 16/10/2019
A educação financeira tem, por propósito, auxiliar os consumidores na administração dos seus rendimentos, nas suas decisões de poupança e investimento, no seu consumo consciente e na prevenção de situações de fraude. Porém, no Brasil não há projetos que implementem tal assunto na grade curricular para formação do indivíduo auxiliando na construção da sua vida econômica. Tal fato explica a situação monetária dos cidadãos brasileiros e, dessa forma, se torna necessário a criação de políticas públicas que adequem no cotidiano das pessoas hábitos de controle financeiro.
Primeiramente, atrelado à falta de uma base de ensino econômico, o imediatismo e o status oferecido pelos bens de consumo resultam em uma população altamente endividada e com poupança e investimentos muito baixos. Segundo dados revelados pela Pesquisa de Endividamento e Inadiplência do Consumidor, em abril de 2019, o percentual de famílias brasileiras endividadas foi de 62,7%. Sendo assim, o cotidiano das pessoas se desenvolve paradoxalmente entre a sensação de poder e bem-estar que as compras causam e o prejuízo da saúde financeira daqueles que se entregam ao consumo compulsório.
Outrossim, “…Não tenho dinheiro pra bancar a minha droga. Eu não tenho renda pra decolar a merenda…”, a música “Babylon”, de Zeca Baleiro, faz alusão ao dia-a-dia das pessoas e aos hábitos relacionados com qualidade de vida e que não incluem economizar e guardar dinheiro. A música, infelizmente, condiz totalmente com a realidade brasileira, pois, aliado a ausência de aprendizado sobre o mercado financeiro, a cultura do consumismo aumenta a demanda por empréstimos de instituições financeiras que não fazem consulta de dívidas, mas oferecem juros ainda mais abusivos, representando menos dinheiro para as famílias.
Portanto, a falta de estudo e apoio para lidar com as contas, prejudica a vida financeira da grande maioria dos brasileiros que não têm uma relação saudável com as economias. A fim de mudar essa realidade e melhorar a situação econômica do país e dos seus cidadãos, cabe as secretarias municipais e estaduais de educação implementar a educação financeira nas escolas, por meio de professores qualificados e livros didáticos com excelência na área, devidamente adaptados às séries de ensino. Dessa forma, o Brasil terá a base necessária para melhorar economicamente a vida de milhões de pessoas e que refletirá num futuro de tranquilidade financeira.