A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 15/10/2019

No filme “ Até que a Sorte nos Separe”, observa-se a história de Tino, um pai de família que tem sua rotina transformada ao ganhar na loteria. Ao longo da trama, o personagem fica deslumbrado com a novas possibilidades proporcionadas pelo dinheiro, negligencia o controle de seus bens e declara falência alguns anos após sua premiação. Do mesmo modo, na realidade brasileira, a ausência de educação financeira dentro do contexto social distancia as pessoas de importantes benefícios proporcionados por essa ferramenta que auxilia no gerenciamento de despesas fixas e no planejamento de investimentos econômicos para o futuro.

Em primeiro lugar, é importante destacar que o ensino sobre finanças tem um papel fundamental na melhoria de administração e controle de gastos. Consoante Henry Ford, a economia não tem relação com o total de dinheiro desembolsado, mas com a sabedoria empregada em gasta-ló. Nesse sentido, o auxílio de profissionais das áreas econômicas possibilita que uma relação mais harmônica seja estabelecidada entre o orçamento disponível e as despesas rotineiras de modo que, o cidadão assuma uma postura crítica diante do dinheiro, responsabilidades e escolhas como consumidor.

Ademais, convém frisar que práticas de educação financeira também contribuem para um planejamento estratégico a longo prazo. Com os avanços tecnológicos, sobretudo durante o período da Guerra Fria, novos medicamentos e tratamentos de enfermidades colaboraram para ampliar a qualidade de vida da população e, por conseguinte, aumentar a expectativa de vida. Desse modo, o direcionamento financial adequado é impressindivel para garantir que os indivíduos apliquem seu dinheiro de modo a criar uma reserva que possibilite, no futuro, suprir eventuais demandas e atingir uma estabilidade monetária suficiente para garantir autonomia e independência nessa fase de inversão da pirâmide etária brasileira.

Infere-se, portanto, que implantar a educação financeira no país é de extrema relevância. Sendo assim, cabe ao Governo Federal, em parceria com as Prefeituras Municipais, criar programas comunitários com o objetivo de fornecer ao corpo social orientações financeiras a curto e longo prazo. Para isso, esses programas, com o auxilio de economistas, analistas de finanças e contadores, devem oferecer palestras sobre noções básicas de investimentos e aplicações, ministrar aulas sobre como construir uma planilha para controle de gastos e promover aconselhamento sobre a melhor forma de quitar dividas existentes. Somente assim será possível construir uma sociedade mais consciente sobre seus recursos e restringir casos de descontrole financeiro a ficção.