A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 15/10/2019
Desde a formação dos pequenos comércios medievais e a unificação das moedas pelo poder absolutista de forma a ter mais controle financeiro nos reinos, o dinheiro é o pilar do sistema vigente desde então. Contemporaneamente, a discussão sobre a educação financeira é fomentada em centros educacionais, postura que acarreta promissores cenários no que tange o planejamento financeiro, pois o povo consegue organizar as despesas de forma mais produtiva e, então, evitar as dívidas, além de beneficiar o Estado com o aumento dos investimentos no Tesouro Nacional e bancos estatais.
Em primeiro plano, o trabalho da consciência financeira entre a população é uma das principais soluções para a queda do endividamento nacional. De acordo com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), 41% da população brasileira terminou o ano de 2018 negativado. Esse panorama é justificado pela falta de entendimento sobre a administração financeira individual, em que o indivíduo não prioriza os gastos emergenciais - como saúde e bem-estar - e consome mais supérfluos do que pode ofertar. Logo, é perceptível que a educação financeira é necessária para assegurar a organização pessoal e, assim, diminuir os alarmantes índices de crédito em aberto.
Além disso, a disciplina monetária é benéfica também para o Estado no que tange o aumento dos investimentos de capital no Tesouro Nacional. Esse cenário é ilustrado pela gradual consciência financeira do povo que, mais do que apenas evitar a contração de dívidas, investe seu dinheiro em bancos públicos e bolsas de valores com o objetivo de render juros e, futuramente, lucros. Dessa forma, o setor público não só lucra com as atividades bancárias, porém também arrecada dinheiro a curto prazo no Tesouro para a quitação de dívidas emergenciais, como a dívida externa, que hoje se aproxima de R$ 4,3 trilhões de reais, de acordo com o jornal O Globo, por exemplo. Assim, tornam-se inquestionáveis os benefícios que a educação financeira pode promover para as instituições brasileiras.
Dessarte, medidas que visam ampliar as vantagens dessa questão são necessárias. Para tal, o Ministério da Educação deve tornar obrigatório o ensino de educação financeira por meio da exigência de tal matéria nos currículos estudantis até a conclusão do nível básico e torná-la optativa no nível superior para o banco de horas extras. Essa proposta sugere a imediata ampliação da consciência monetária entre todos e, então, a promoção do início de um projeto de estabilização da economia devido à queda das dívidas gerais. Os regimes absolutistas não mais se aplicam à realidade atual, porém sua organização monetária e comércio devem permanecer de exemplo à economia capitalista ocidental contemporânea devido à sua dinâmica e organização em um ambiente tão improvável como eram os burgos e vielas do reinado.