A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 16/10/2019
A Declaração dos Direitos Humanos promulgada em 1948, garante a todos os indivíduos o direito à saúde, à segurança, à educação e ao bem-estar social. Entretanto, a impulsividade do mercado consumidor atual brasileiro, acaba por impossibilitar que certa parcela da população tenha acesso a esse direito universal devido ao alto índice de endividamento em que o consumidor se encontra. Desse modo, torna-se imprescindível o efetivo combate a essa mazela, a qual é amparada por dois principais fatores: a ausência de políticas públicas direcionadas a educação financeira e a ineficiente diálogo familiar sobre o tema.
Primeiramente, é importante salientar, que a educação é fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, de acordo com reportagem publicada na revista Exame, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente evidenciado no número alarmante de 40% da população economicamente ativa do Brasil com dívidas em atraso, conforme publicação no site uol. Urge, assim, que o Poder Público estabeleça medidas voltadas a educação financeira nas escolas, para que a população possa entender, ainda na juventude, como controlar seus gastos financeiros de forma mais eficiente.
Ademais, é válido ressaltar, ainda, que a falta de diálogos em família sobre os gastos financeiros, deveria ser uma orientação e prática desde a infância do indivíduo. Segundo o químico e filósofo francês Antoine Lavoisier, “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Nesse contexto, torna-se importante que a família exerça seu papel de protagonista na educação de suas crianças, para que estas criem consciência sobre a importância do equilíbrio financeiro, possibilitando elas se transformem em adulto conscientes sobre seus gastos.
Portanto, é indiscutível que a falta de uma educação financeira na vida do cidadão brasileiro implica em danos significativos na fase adulta do mesmo. Por isso, medidas devem ser criadas a fim de dirimir este problema. A União, por meio do Ministério da Educação, deverá destinar mais verbas a centros educacionais com o intuito de promover palestras e cursos que versem sobre a educação financeira, permitindo assim, que os jovens constituam maior conhecimento sobre seus gastos. Assim como, a família deve participar ativamente dessa transformação, por meio de ensinamentos e exemplos práticos de como utilizar de forma eficaz os recursos mensais disponíveis. Dessa forma, será possível estabelecer uma sociedade mais equilibrada economicamente e com menos endividamento.