A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 18/10/2019
A instabilidade financeira é um problema recorrente na história da humanidade. No século XX, por exemplo, o governo norte americano promoveu grande expansão de crédito por meio de oferta monetária para a população. Consequentemente, houve uma grande recessão econômica, na qual a população não estava preparada. De maneira análoga, hoje, a falta de planejamento econômico ainda é
uma cruel realidade no mundo. Diante desse contexto, é necessário a ação de alguns setores para mitigar essa mazela social.
Em primeiro lugar, é importante destacar que a negligência e a desinformação populacional ainda é um obstáculo. Nesse sentido, a observação crítica de fatos históricos revela o porquê mesmo depois da crise de 1929, houve a crise de 2008, onde a bolha imobiliária dos Estados Unidos estourou e quase destruiu o sistema bancário da maior potência mundial, a crise ultrapassou continentes e levou outros tantos países ao colapso. Dessa forma, fica evidente que a ignorância da maioria das pessoas não conseguiu prever o desastre inevitável.
É válido ressaltar, ainda, que essa problemática ocorre devido a falta de importância a educação financeira nas escolas. Segundo o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) 49% da população brasileira que tem conta corrente não sabem quanto pagam de tarifas e de juros, isto prova que a matéria sobre finanças vai além da matemática, seguindo essa linha de pensamento, o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) afirmou que 62% das famílias brasileiras estão endividadas, fato este que corrobora que é necessário mudanças no ensino dos jovens.
É fundamental, portanto, uma parceria entre o governo e a escola, na qual essa, por meio do currículo escolar possa implementar carga horária sobre administração financeira, para que assim possa ser evitada inadimplência no futuro. Concomitantemente, a mídia, pode ser responsável por orientar a população sobre o conceito de economia financeira, alertando-a sobre as consequências de um mal planejamento, utilizando-se de programas televisivos de jornal e campanhas publicitárias sobre como ser mais organizada e gastar conscientemente, para evitar, dessa forma, uma crise e que ele seja perpetuada.