A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 17/10/2019

A quebra da Bolsa de Nova York foi a causadora da crise que abalou os Estados Unidos, em 1929. O incidente revela que até as grande potências sofrem crises econômicas e precisam, dessa forma, da educação financeira. Com isso, é visível a ineficiência estatal no ensino de economia, além disso, o senso comum acha desnecessário o seu estudo.

Primeiramente, a falta de investimentos do Estado na educação econômica é um problema. Sob uma abordagem vygotskiana, a escola é um ambiente que, com a interação dos jovens e a mediação de um educador, serve de local para o desenvolvimento humano. Analogamente, as escolas recebem baixos investimentos na área do ensino econômico. Isso gera, de acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, o último lugar para o Brasil na lista de países sem conhecimentos básicos na área e enfraquece a relação entre população e capital.

Ademais, a educação financeira é desacreditada pela população. Nesse sentido, o fato é comprovado pelos dados do Serviço de Proteção ao Crédito, cujas informações revelam os incríveis 41% de brasileiros com o “nome sujo”. Isso expõe a necessidade do estudo da área econômica, uma vez que números tão altos interferem na vida pessoal e coletiva de uma nação e são porta de entrada para uma crise.

É necessário, portanto, que a educação financeira seja incorporada na vida da população. Consequentemente, a fim de integrar as pessoas no âmbito da economia, o Governo — em parceria com a Escola — deve criar projetos que mostrem a importância de se educar financeiramente, por meio de palestras com economistas, os quais sanarão as possíveis dúvidas dos alunos. Assim, parte do desenvolvimento humano objetivado por Lev Vygotski será alcançado.