A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 17/10/2019
Na obra “Utopia” do escritor inglês Thomas Morus, retrata uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, no Brasil, nos dias atuais, percebem-se justamente o oposto do que prega o autor, uma vez que o inexistente aprendizado sobre finanças revela a má administração finaceira presente na população e apresenta barreiras, sendo imperiosa ampliação de medidas. Por isso, torna-se necessário o debate acerca da importância da educação financeira na vida do cidadão brasileiro.
Em primeiro lugar, é fulcral reconhecer que há uma deficiência na aplicação da orientação financeira pelas instituições de ensino, visto que o sisitema educacional é marjoritariamente conteudista e pouco vinculada a vida cotidiana, na qual não aprofunda a matemática básica financeira. Assim, é pertinente trazer o conceito de “Modernidade Líquida” do sociólogo Zygmunt Bauman que, explica a queda das atitudes éticas na sociedade pós-moderna, pela fluidez dos valores. Nesse sentido, já que a cidadania consiste na amenidade social, o sujeito, imerso nesse panorama líquido, relativiza a ética e colabora com gastos superiores a sua renda, amotoando dívidas, bem como atravanca o mercado nacional como um todo e prejudica o desenvolvimento do Brasil. Dessa forma, uma mudança na postura e nos valores da sociedade é fundamental para transpor as barreiras, o que corroboram à conjuntura.
Outrossim, vale salientar que questões sociais estão intimamente ligadas à problemática. Logo, a cegueira moral, fenômeno exposto pelo escritor brasileiro José Saramago, caracteriza a negligência do da sociedade frente às demais realidades sociais, fomentadas pela visão gananciosa das companhias comerciais, as quais se aproveitam do “analfabetismo financeiro” dos consumidores e agrava o crescente índice de endividamento do país. Nesse contexto, a vulnerabilidade dos consumidores revelam o despreparo da população em administrar suas finanças, além de restringir o olhar do indívuo sobre os problemas vividos e perpetua um ciclo vicioso de dívidas.
Infere-se, portanto, que medidas efetivas são necessárias para amenizar o impactos causados pelo impasse. Sendo assim, para a mobilização da população brasileira diante da problemática vigente no país, urge que o Ministério de Educação e Cultura crie, por meio de verbas governamnetais, campanhas publicitárias nas redes sociais, para conscinetizar os cidadãos sobre a relevância da educação financeira, a fim de erradicar o preocupante quadro de individamento, assim como deve promover palestras em escolas para professores, pais e alunos, ressaltando à respeito de como podem melhor administrar suas finanças e sobre a importância das escolas desde cedo instruir as crianças e jovens a usar seu dinheiro, incluindo educação financeira em sua grade curricular.