A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 17/10/2019
A cidadania - segundo Jean Rousseau - pode ser compreendida como o próprio direito à vida. Outrossim, esse direito integra diversos elementos essenciais para o convívio social que precisam ser construídos coletivamente para que possa ser possível garantir a dignidade e isonomia. No entanto, tornou-se comum que diversos indivíduos sem conhecimento econômico encontrassem dificuldades no cumprimento de suas cidadanias. Dessa forma, isso ocorre devido à falta de atenção do Estado à questão e às ações vindas da própria população.
A priori, um desafio a ser enfrentado por esses cidadãos é a negligência estatal, uma vez que nem sempre o Governo cobra - do Ministério da Educação - meios mais abrangentes e rigorosos para conceber uma educação financeira ao povo. Impende, pois, que isso ocorra com urgência, caso contrário, tornar-se-ão comuns cenas como as que ocorreram no Brasil em 2018, onde 41% da população adulta do país teve alguma conta atrasada e ficou com o CPF negativado - segundo o Serviço de Proteção ao Crédito. Em vista disso, caso essa característica cultural persista, esses índices crescerão continuamente e moldarão um corpo social baseado na ignorância e compulsão.
Por conseguinte, outro obstáculo é a mentalidade retrógrada de parte da população, que, apesar de ser a mais informada, educada e preparada, ainda trata as finanças de modo trivial. Nesse sentido, faz-se possível uma alusão à idealização comunitária de Paulo Freire, que tinha como fundamento uma transformação pelo meio educacional, e visa a propor um corpo social mais igualitário, de forma a dispersar os preceitos criados e conceber um novo meio de vida que possa integrar todos os indivíduos. Entende-se, por isso, que o ambiente acadêmico é um fator indispensável não somente no processo de orientação dos seres, mas também de formação do âmbito.
Evidenciam-se, portanto, significativas dificuldades em advertir a importância da educação financeira na vida dos cidadãos. Logo, a fim de assegurar o bem desses, o Ministério da Educação deve criar projetos educacionais nas escolas, os quais devem promover debates, palestras e atividades lúdicas por meio da orientação de Organizações não Governamentais que tenham experiência comprovada nesse assunto específico de conscientização e integração da comunidade escolar e da sociedade no geral. Por fim, será possível alcançar o preceito de Freire e da cidadania legítima e plural.