A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 18/10/2019

Jean-Paul Sartre, filósofo e escritor, defendeu que o homem tem o direito de agir segundo seu livre-arbítrio e que escolhas provocam o sentimento de incumbência. Entretanto, observa-se, na atual conjuntura brasileira, uma incompatibilidade entre educação financeira e consumo responsável. Dessa forma, faz-se necessário ao Ministério da Educação- MEC- tome medidas que visem à redução desse contraste.

Em primeiro plano, cabe destacar que as Revoluções Industriais corroboraram com o Capitalismo, modelo econômico que provocou o fetichismo- um tipo de alienação da sociedade-. Esse fenômeno ocorre porque o dinheiro tornou-se o maior “ídolo” dessa cultura pós-industrial, fazendo com que os objetos, como automóveis e jóias, que uma pessoa possui são mais importantes do que qualquer outra coisa.

Diante disso, os indivíduos não enxergam outra possibilidade além do consumo exagerado, o que resulta no endividamento para que esses seres se enquadrem nesse modelo de sociedade. Tal prognóstico evidencia-se no fato de que, segundo dados do SPC Brasil e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, cerca de 40,5% dos brasileiros com faixa etária entre 18 e 95 anos possuem contas em atraso registradas nos cadastros de devedores.

Evidenciam-se, portanto, a necessidade de ações promotoras de transformações. Para tanto, o MEC, por meio de alterações na Grade Curricular Estudantil, deve aumentar a carga horária da disciplina de sociologia, visando possibilitar atividades práticas de cunho social voltadas para planejamento financeiro para que os estudantes possam compreender a importância da educação monetária. Somente assim, a reflexão proposta por Sartre poderá ser compreendida e a sociedade seguirá seu livre-arbítrio respeitando o consumo responsável.