A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 18/10/2019
Durante as guerras romanas por disputa de territórios e de influência comercial, século VII a.C, houve a necessidade de criar uma moeda de câmbio, o “denário”, a fim de se estabelecer uma hierarquia entre locais dominados, por meio de empréstimos a juros altos. Sob tal ótica, é nítido que civilizações antigas já sabiam a importância do estudo monetário com o objetivo de facilitar suas vidas. No entanto, o cenário hodierno do Brasil, que se encontra em uma intensa crise econômica, mostra-se alheio às consequências do mau gerenciamento financeiro. Isso se dá ora em função do despreparo civil, ora pela inação do Estado para conter esse dilema.
A priori, é essencial destacar que, segundo pesquisas da FGV (Fundação Getúlio Vargas), 2015, os países desenvolvidos que possuem os mais altos rankings econômicos do mundo, detêm de uma educação financeira obrigatória nas escolas desde a tenra idade. À sombra da estatística supracitada, é ilustre afirmar que o Brasil vai de encontro aos pré-requisitos básicos para uma economia forte e dissociada de instabilidades. Desse modo, o impasse atual está atrelado fortemente à ausência de ensinos indispensáveis no que tange a economia.
Sob outro viés, é importante ressaltar que, além da sociedade brasileira padecer quanto à educação financeira, fica à mercê de altas taxas de impostos e de elementos burocráticos, o que inviabiliza a empreender e montar seu próprio negócio. Assim, o Brasil falha não apenas em fornecer direitos básicos, como a educação, mas também tece uma barreira financeira, ao impedir o aumento do fluxo de dinheiro. Tal conjuntura, consoante ao filósofo contratualista John Locke, configura-se a “quebra do contrato social”, haja vista que o Estado não cumpre sua função de garantir direitos cruciais à vida, a saber, liberdade econômica e bem-estar social.
Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para mitigar tal agrura. Dessa forma, é imprescindível a ação conjunta entre o Ministério da Educação e o Ministério da Economia. Ao primeiro, cabe implementar o ensino financeiro nas escolas, por meio de uma disciplina obrigatória, desde o ensino fundamental, com o objetivo de criar nas crianças um olhar crítico acerca das consequência da má gestão do dinheiro, com o propósito de torná-los cientes de seus atos. Ao segundo, deve desburocratizar o sistema que rege a abertura de microempresas, mediante a baixa de impostos. E, dessa maneira, que os cidadãos sintam-se mais estimulados a movimentar a economia de forma autônoma e segura.