A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 22/10/2019
A Constituição Federal de 1988, lei fundamental e suprema do Brasil, prevê o direito à educação para todos. Entretanto, a ausência de um ensino financeiro tem se tornado uma realidade preocupante no contexto nacional. Desse modo, percebe-se a configuração de um problema complexo, devido ao consumo irracional e às insuficiências governamentais.
Primeiramente, é válido mencionar que consumismo é uma das razões para a situação. Nesse sentido, o pensamento de Karl Marx, “O capitalismo gera seu próprio coveiro”, nota-se que a demasiada prática de despesas irrelevantes tem perpetuado para o quadro alarmante de inadimplência financeira. Logo, os dados divulgados pelo Serviço de Proteção ao Crédito(SPC) apontam que 41% dos brasileiros terminaram o ano de 2018 com alguma dívida em débito, de modo que concretizam o cenário vigente supracitado.
Além do mais, é importante destacar que as negligências por parte do governo influencia no impasse, haja vista que educação financeira é tratada com descaso pelas entidades competentes. Conforme Aristóteles, a política tem como função preservar o afeto entre pessoas de uma sociedade. Assim, observa-se a necessidade da implantação de um ensino que torne o indivíduo capaz de racionalizar seus hábitos financeiros, posto que otimizaria seus gastos e, por conseguinte, reduziria as chances de se tornar endividado.
Infere-se, portanto, que ações são imprescindíveis para a mudança da atual conjuntura. Para isso, o Ministério da Educação deve inserir a obrigatoriedade da educação financeira nas escolas de ensino básico, por meio das disciplinas de matemática e sociologia, para que os estudantes desenvolvam a capacidade de entendimento do consumo consciente e da organização das suas finanças. Ademais, seria interessante a implementação de projetos de empreendedorismo, como empresas fictícias, a fim dos alunos praticarem os ensinos adquiridos. Feito isso, possivelmente, a Constituição passará a ser obedecida.