A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 25/10/2019

Na obra “Utopia” do escritor inglês Thomas More, publicada em 1916, é retratada uma sociedade perfeita, na qual não existem problemas e não existem conflitos. Contudo, é notório que a sociedade brasileira hodierna está distante do que o autor prega, visto que um dos maiores problemas enfrentados é a inadimplência financeira, causada, principalmente, pela ausência educação monetária. Nessa perspectiva, é necessário debater acerca dos aspectos inerentes a essa questão e de possíveis ações amenizadoras.

A priori, é substancial destacar que a Constituição Federa de 1988 – norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro – assegura a todos os cidadãos o direito a uma educação de qualidade. No entanto, muitas escolas brasileiras não formam indivíduos preparados para lidar com questões financeiras, uma vez que são ensinadas apenas disciplinas que formam indivíduos que “decoram” conteúdos para, assim, realizarem as provas propostas. Nesse sentido, é fato que é necessário repensar o que é “educação de qualidade” e, desse modo, colocar em prática um direito garantido pela Constituição Federal.

Por conseguinte, uma fraca formação básica relacionada a hábitos financeiros, forma uma sociedade que não sabe lidar com o próprio dinheiro. Segundo dados da Serasa Experian – empresa brasileira para decisões de crédito e apoio a negócios – 40,3% da população adulta do país está com dívidas atrasadas e negativadas. Dessa maneira, é imprescindível que haja uma maior atenção por parte do Estado a essas pessoas, para que tal conjuntura seja desfeita do cenário nacional.

Logo, cabe ao Governo Federal – enquanto principal agente do encaminhamento de projetos sociais – renovar a base comum curricular do ensino básico no Brasil, juntamente com o Ministério da Educação (MEC), por meio da criação de uma disciplina exclusiva para discutir hábitos financeiros e sua importância para o desenvolvimento de uma sociedade mais responsável e, que saiba lidar com o próprio dinheiro. Assim, o número de pessoas inadimplentes no Brasil seria reduzido, formando um corpo social mais coeso e desenvolvido, aproximando-se do que pregava Thomas More.