A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 23/10/2019

No ano de 1929, a quebra da bolsa de valores nos Estados Unidos assolou diversas famílias que não sabiam como lidar com a situação. De maneira análoga, no Brasil, é possível afirmar que a falta da educação financeira acentua esse impacto na sociedade atual. Isso ocorre pelo aumento da inadimplência, além da pouca autonomia dos cidadãos para gerir as próprias finanças.

Nesse sentido, é válido destacar que a falta de informações dos brasileiros sobre a administração do capital impacta no controle dessas pessoas sobre o gerenciamento de dívidas. Segundo a revista Extra, o Brasil possui um número de devedores maior que a população de quase todos os países da América Latina. A partir desse fato, vê-se que a ausência de organização desses indivíduos interfere na estabilidade financeira deles, já que eles não sabem administrar o próprio dinheiro. Consequentemente, a permanência da contração de dívidas fica mais duradoura para esses cidadãos.

Além disso, cabe pontuar que a desorientação das pessoas em relação à compra de produtos sem exageros impede desenvolvimento da autonomia de pensamento. A esse respeito, de acordo com Immanuel Kant, importante filósofo engajado nas questões morais, o ser humano só atinge a maioridade após ter a capacidade de refletir sozinho e ver as transformações sociais de maneira crítica. Nesse cenário, os cidadãos não conseguem controlar as dívidas e gerir o capital devido à ausência de autossuficiência proporcionado pela escassez de informações sobre esse tema. Dessa forma, amplia-se o número de devedores no país.

Portanto, é evidente que medidas são necessárias para contornar os prejuízos da ausência de educação financeira no Brasil. O Ministério da Educação, órgão responsável pela disseminação de conhecimento para todos, deve promover o entendimento dos cidadãos sobre a maneira adequada de administrar o dinheiro pessoal, além de capacitar esses estudantes para desenvolver neles um pensamento autônomo, por meio da reestruturação da grade escolar, com a criação de aulas interdisciplinares que envolvam a gestão de capital e instruções para sair de situações de inadimplência, a fim de melhorar a situação financeira da população. Com isso, a pátria educadora evitará o caos ocasionado pela quebra da bolsa de valores em 1929.