A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 24/10/2019

Immanuel Kant, importante filósofo da era moderna, afirmava que o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Nesse sentido, observa-se que a sociedade brasileira é deficiente em relação à educação financeira e isso gera grave consequências individuais e sociais. Entre elas, vale ressaltar o desenvolvimento de problemas emocionais e, também, instabilidades econômicas. Assim, faz-se pertinente debater acerca dessas consequências e da importância de educar os indivíduos financeiramente.

Em uma primeira análise, os indivíduos que não possuem o controle de suas finanças estão mais suscetíveis a desenvolverem problemas emocionais. Isso acontece porque a sensação de descontrole da situação favorece o surgimento da ansiedade e de comportamentos impulsivos. Prova disso são os dados divulgados pelo G1 em que 47% dos brasileiros já se endividaram por culpa de problemas emocionais, o que caracteriza um ciclo vicioso, uma vez que as dívidas abalam emocionalmente o indivíduo e este não consegue se reconstituir e agrava sua situação financeira.

Em uma segunda análise, esse cenário de ineficiente educação financeira corrobora para o aumento de instabilidades econômicas. De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um “corpo biológico” por ser, assim como esse, composta por partes que interagem entre si. Sob essa lógica, o fato de uma grande parcela da população sofrer com problemas financeiros afeta toda a dinâmica econômica da sociedade, visto que diminui o capital circulante e favorece a instabilidade de comércios e indústrias, impedindo que o “corpo” funcione perfeitamente.

Portanto, medidas são necessárias para mitigar essa problemática. Cabe ao Ministério da Educação, órgão do Poder Executivo Federal, inserir na grade curricular do ensino básico uma disciplina específica que trate sobre educação financeira, por meio de professores capacitados na área, a fim de que sejam formados cidadãos que saibam administrar suas finanças, diminuindo a instabilidade emocional e econômica.