A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 27/10/2019

O filme “Até que a sorte nos separe” retrata a vida de Tino, um homem que ganha na loteria e em pouco tempo gasta todo o dinheiro ficando sem nenhum recurso. Análogo ao filme, no Brasil, é comum o pouco conhecimento de planejamento financeira, visto que não há um investimento em uma base fundamentada na educação financeira. Diante disso, cabe analisar o crescente endividamento financeiro do Brasil e a necessidade da escola nesse meio.

De início, é válido pontuar os altos índices de endividamento no país. Isso porque as grandes empresas, visando a vulnerabilidade da sociedade em consumir, facilitam, muitas vezes, a obtenção de cartões de crédito. Nesse sentido, altos investimentos são destinados à propagandas nas mídias digitais e na tv, de modo a influenciar os indivíduos a consumirem cada vez mais. Nesse viés, de acordo com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), em 2018, mais de 50 milhões de brasileiros estão como o nome “sujo”. Desse modo, a sociedade sofre com a falta de um conhecimento financeiro.

Também é válido pontuar a importância da educação financeira nas escolas brasileiras. Tal realidade se dá devido a um consumo precoce da sociedade hodierna sem planejamento, de modo a gerar um consumo podendo perpetua-lo ao longo da vida. Nesse contexto, sem implementação de uma educação financeira nas escolas, poderá formar uma sociedade irresponsável. Pode-se mencionar alguns Estados do EUA, onde a educação financeira faz parte da grade curricular das escolas a fim de possibilitar um planejamento de vida aos alunos. Logo, é fundamental proporcionar um maior conhecimento econômico.

Sem dúvida, a educação financeira evitaria mais casos iguais ou parecidos com o de Tino, proporcionando aos cidadãos um pensamento mais consciente sobre finanças. Portanto, o Ministério da Educação junto com as escolas devem garantir maior conhecimento financeiro de modo a abordar esse assunto nas aulas de matemática e sociologia, discutindo acerca de um planejamento financeiro, com a finalidade de formar uma sociedade mais responsável na hora de consumir.