A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 27/10/2019

Durante o seculo XIX, a Europa passava por intensos conflitos decorrentes dos movimentos separatistas e unificadores, os quais afetaram diretamente a vida da população europeia. Por consequência disso, muitos europeus viram no Brasil a esperança de emprego e melhoria de vida. Entretanto, ao chegarem ao seu destino, aconteceu o oposto, pois muitos deles se endividaram com os senhores de engenho, por consumirem mais do que seus salários permitiam. Com base nisso, percebe-se que, assim com os europeus no século XIX, os brasileiros atuais têm se endividado, o que reforça a necessidade da implementação de uma educação financeira.

Em primeira análise, é válido ressaltar que os brasileiros não estão aptos para lidar com problemas financeiros, o que pode ser evidenciado por uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a qual aponta que 68% das famílias brasileiras gastam mais do que recebem. Levando isso em consideração, é perceptível que existe a ausência educacional no que tange as práticas cotidianas. Ademais, conforme o pensamento do filósofo iluminista Immanuel Kant, o qual diz que “O ser humano nada mais é do que aquilo que a educação faz dele.”, percebe-se que o ensino é fundamental para a formação individual.

Em segunda análise, é importante dizer desde o fim da Guerra Fria e a consolidação do capitalismo, as formas de consumir mudaram drasticamente. Sendo assim, o pensador brasileiro Milton Santos, em suas obras, fala que a sociedade moderna atribuiu ao dinheiro uma posição central, sendo ele o responsável por definir a vida dos indivíduos. Além disso, ainda dentro dessa linha de pensamento, o consumo se tornou um fator imposto socialmente, o qual virou um indicador de positividade. Logo, conclui-se que aprender a lidar com o dinheiro é fundamental, visto que ele está no centro e o consumismo é cada vez mais normatizado.

Portanto, como fora explicitado, o modo de administrar os gastos é um problema que afeta a população, a qual se encontra inserida em um mundo em que comprar é colocado como necessidade. Assim, é importante que o Ministério da Educação forneça educação financeira às pessoas por meio do acréscimo de uma hora-aula semanal na Base Nacional Curricular Comum (BNCC). Essa aula adicional deverá ser ministrada por um profissional da área da matemática financeira e o objetivo deverá ser a discussão sobre os modos de enfrentar as situações cotidianas que envolvam um saber econômico. Dessa forma, será possível formar cidadãos preparados para viver dentro de um sistema capitalista.