A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 27/10/2019
“As pessoas não sabem o que querem até mostrarmos a elas”. Com essa curta sentença, Steve Jobs sintetizou o fenômeno da criação de vontades presente na lógica atual do mercado. Ao que tudo indica, contudo, parece que as pessoas não estão sabendo administrar seus próprios desejos, pois o equilíbrio entre o ganho e o gasto, para alguns, há muito tempo foi perdido. Diante disso, convém ressaltar a importância da educação financeira no âmbito escolar e os impactos positivos da conscientização monetária do cidadão.
É preciso dizer, em primeiro lugar, que a educação financeira é fundamental na escola. De acordo com o médico psicanalista Sigmund Freud, a mente humana possui uma área consciente, a qual é capaz de controlar impulsos ou vontades não pensadas. Tal região do homem sábio é moldada a partir da aquisição dos conhecimentos advindos da socialização. Nesse sentido, nota-se a importância de um espaço ao ensino da consciência econômica na base nacional comum curricular, dado que a partir desse contato socioeducacional, o ser humano consegue adquirir novos saberes. Situação esta que proporcionará aos indivíduos mais ciência dos próprios orçamentos, evitando excessos de consumo.
Cabe ressaltar, com isso, os impactos positivos da consolidação da consciência financeira na vida de uma pessoa. Para compreender essa constatação, é fundamental adotar o conceito básico de cidadão, o qual se classifica como toda pessoa ciente dos seus direitos e deveres. Mediante essa ideia, é possível perceber que o fato de um sujeito aprender a administrar suas próprias finanças o faz subir a um patamar mais alto de cidadania. Essa constatação fica evidente a partir do momento em que o ser adquire maior lucidez acerca do modo correto de agir frente ao dinheiro e das garantias constitucionais que lhe cabe nesse contexto.
Fica claro, portanto, que a educação financeira é fundamental. Logo, é preciso existir profissionais capacitados para trazer esse conhecimento ao aluno. Para tanto, as instituições de ensino superior podem abrir cursos de licenciatura voltados para essa profissionalização, adotando uma grade curricular que seja capaz de desenvolver habilidades importantes na vida do futuro professor. A fim de capacitar pessoas, as quais poderão lecionar em inúmeras unidades de ensino, aplicando o assunto de modo transversal entre as outras matérias. Sendo possível, assim, preparar estudantes que quebrarão o círculo vicioso entre a vontade e o consumo.