A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 28/10/2019
Desde 2014,sabe-se que o Brasil vive um cenário de grave crise econômica,no qual o povo precisa enfrentar imbróglios como a inflação e o desemprego.Nesse viés,é incontrovertível que a falta de educação financeira na vida do cidadão intensifica tal problemática,pois cria-se um ciclo vicioso de acúmulo de dívidas.Assim,nota-se como a educação financeira,sobretudo infantil,é fundamental para auxiliar as pessoas a administrarem suas rendas em tempos de crise,bem como para promover o controle de gastos,o qual implica uma sociedade altamente consumista e endividada.
Primeiramente,é imperioso ressaltar como a ausência,por parte dos pais e das escolas,de um ensino financeiro às crianças resulta em adultos desequilibrados economicamente.Segundo o sociólogo Émile Durkheim,a sociedade atua como um corpo biológico,na qual cada órgão tem a sua função e,por conseguinte,é imprescindível que haja o bom funcionamento coletivo,a fim de exista o bom funcionamento coletivo.Nesse viés,o fato de jovens não aprenderem valores como investimento e poupança produz um efeito tal qual a metástase no corpo humano,uma vez que esse despreparo administrativo reflete em uma sociedade que não saber gerenciar o próprio dinheiro.Dessa forma,é notória a importância de orientar as crianças a adquirirem hábitos como a poupança de suas mesadas em cofrinhos,ou até mesmo o estímulo a um pequeno negócio,como a venda de doces e artesanato.
Destarte,pode-se observar como o consumo desenfreado está intrisecamente relacionado à deficiência no que tange à educação financeira,de modo que indivíduos se tornam obsessivos pela conquista de bens de consumo que simbolizam status social.No livro “Raízes do Brasil”,Sérgio Buarque de Holanda analisa o conceito de cordialidade,no qual o homem cordial possuiria um predomínio da emoção sobre a razão.À vista disso,nota-se que muitos brasileiros assemelham-se ao homem cordial,pois eles deixam o lado emocional,dotado de de impulsividade e cobiça pelo consumismo,acima do lado racional.Assim sendo,é indubitável que o alarmante índice de pessoas com o nome sujo no SPC é reflexo de uma inadimplência causada pela falta de organização quanto ao dinheiro,bem como por gastos irracionais sem uma hierarquia de prioridades predefinida.
Fica evidente,portanto,a importância de se aprender a equilibrar a própria renda.Assim,o Ministério da Educação,em parceria com as escolas,deve oferecer cursos de educação financeira,principalmente à educação básica.Para isso,urge que o Estado reformule a BNCC e implemente a obrigatoriedade de uma disciplina exclusiva de educação financeira,de modo que permita um aprendizado necessário ao cotidiano,como noções de investimento,economia e consumo moderado.Aliado a isso,é fundamental o ensino familiar desde cedo,a fim de que a nova geração esteja preparada até para crises econômicas.