A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 27/10/2019
Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, estamos vivendo em uma “bomba-relógio do consumismo” na iminência de estourar. Essa reflexão alude à péssima maneira que os pessoas utilizam suas finanças, de modo a aumentar drasticamente o número de endividados e gerar uma forte desordem na comunidade. Diante disso, é primordial incentivar a educação financeira na vida do cidadão, tanto pelo econômico, quanto pelo individual.
Em primeiro lugar, vale falar que um adequado uso financeiro contribui para alavancar benesses ao comércio e, consequentemente, à sociedade. Isso faz lembrar o que diz o professor de Harvard Steven Pinker, ao abordar que as pessoas devem ser mais racionais, aprendendo a reprimir falácias e dogmas que seduzem. De fato, é isso o que ocorre, como apontam diversas pesquisas que demonstram a ingratamente e íntima relação do número de inadimplentes no país, com a preocupante falta de dinamização e incentivo comercial, o que prejudica o desenvolvimento e a ampliação do mercado local. Não há como negar, então, que esse ensino colabora veementemente para a vida mais próspera.
Em segundo lugar, é relevante dizer que a educação financeira melhora e favorece um maior bem-estar para o indivíduo. Indo ao encontro dessa ideia, o filósofo Daniel Golleman afirma ser importante ensinar o “controle cognitivo” desde cedo, que seria a capacidade de rejeitar imposições altamente difundidas na sociedade. A respeito do assunto, o site “Gazeta do Povo” noticiou que o Banco Central, em parceria com escolas públicas do Paraná, levou - efetivamente - um maior ensino financeiro aos jovens e adolescentes, de forma a, incontestavelmente, melhorar suas perspectivas de um futuro melhor, com a negação do intenso consumismo que ronda o mundo. Uma conjuntura assim só é capaz de dignificar os cidadãos.
Por fim, é necessário pensar em uma proposta que ajude a problemática. Para tanto, o Ministério da Educação - órgão responsável por formular políticas na área - deve estabelecer o lançamento de um Pacto Nacional em torno da educação financeira, institucionalizando ações como a abertura de cursos online, divulgação de cartilhas e vídeos que possam auxiliar principalmente as classes menos abastadas. Isso pode ser feito a partir do diálogo e parceria com estados e municípios, os quais deverão se engajar nessa causa, pois a promoção desse ensino é imprescindível na busca de uma sociedade mais profícua e organizada.