A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 30/10/2019
Em um contexto onde o endividamento vem se tornando cada vez mais presente na vida dos brasileiros, aprender a lidar com finanças pessoais e administrar seus bens materiais apresenta grande valia e importância para a sociedade. Assim, especialistas começam a debater sobre a necessidade, e a importância da implementação efetiva da educação financeira na grade curricular das escolas.
Em primeiro lugar, devemos levar em consideração estimativas do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), que expõe uma triste realidade brasileira, que 62,2 milhões de brasileiros (41% da população adulta do país) fecharam 2018 com o “nome sujo”, ou seja, endividados. Com isso, podemos concluir que o brasileiro, de modo geral, possui dificuldades para organizar suas finanças e assim pagar suas contas e dívidas dentro do prazo permitido.
Em segundo lugar, temos a educação financeira como uma possível forma de intervir positivamente na vida de crianças, com o objetivo de lhe fornecer conhecimentos que a permita construir um futuro diferente da realidade atual da maioria dos adultos. Isto porque, como afirma a Superintendente de Educação Financeira da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) “A intervenção em crianças muda um comportamento geracional… o quanto mais cedo for introduzida, maior será o retorno”. Então, conclui-se, que investir em educação financeira, é uma forma efetiva de combater a inadimplência e o endividamento de famílias.
Portanto, o Governo Federal, pode e deve, através do Ministério da Educação, promover a Educação Financeira, através da implementação de aulas na rede pública (e criar a obrigatoriedade para que rede privada faça a mesma coisa) que ensinem a lidar com dinheiro desde crianças do Ensino Fundamental I, até alunos de Ensino Médio. Para que desta forma, o número de pessoas endividadas diminua consideravelmente, elevando qualidade da vida financeira do brasileiro, e consequentemente seu poder de compra, e qualidade de vida.