A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 29/10/2019

O filme “Até que a sorte nos separe” relata a história de um homem que após ganhar na loteria passa a gastar todo o dinheiro sem nenhum planejamento. Depois de alguns anos o dinheiro acaba e ele volta para a pobreza. Fora das telinhas, histórias de pessoas que assim como o personagem não sabem lidar com o dinheiro, mesmo que em quantias bem menores que a dele, são frequentes. Isso é prejudicial, uma vez que esses indivíduos desenvolvem dívidas e ficam dependentes de programas como a previdência pública, que não são suficientes para lhes dar a qualidade de vida que desejam. Assim, é essencial que desde cedo os cidadãos tenham acesso à educação financeira, visto que, após aprenderem sobre investimentos e planejamento financeiro, evitarão que esse tipo de situação ocorra.

Inicialmente, vale salientar que mais da metade dos brasileiros não investem em nenhum produto financeiro e, dentre os que investem, 89% investem na cardeneta de poupança de acordo com o Datafolha, um dos piores investimentos possíveis segundo o investidor Thiago Nigro, do canal do youtube Primo Rico. Nesse contexto, ensinar para as pessoas sobre Certificados de Depósitos Bancários (CDBs), Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), Debêntures e ações é fundamental para que elas invistam o dinheiro em uma dessas modalidades financeiras e parem de deixá-lo valorizando pouco ou mesmo desvalorizando, quando a taxa de inflação é maior que a taxa de rendimento da aplicação e quando o dinheiro não é investido. Essa ação proporcionará um aumento de renda que poderá ser gasto nas necessidades do dia-a-dia, evitando dívidas.

Em adição, vale ressaltar também que conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2060 para cada 100 pessoas economicamente ativas, haverá 87 dependentes, o que tornará a previdência pública um sistema praticamente insustentável, que, se continuar existindo, pagará um valor de aposentadoria muito pequeno. Por isso, é importante que as pessoas aprendam a se planejar financeiramente desde já, de modo que no futuro possuam recursos para gastar consigo. Caso contrário, podem desenvolver doenças como a depressão quando tiverem de baixar a qualidade de vida por não terem condições de mantê-la, situação que Gustavo Cerbasi relata presenciar já com os aposentados da atualidade no livro “Adeus, aposentadoria”.

Sendo asssim, é preciso que o Ministério da Economia, através de campanhas publicitárias e postagens nas redes sociais do governo, demonstre, com uma postura mais firme, o perigo da falta de planejamento financeiro, a fim de evitar que as pessoas sejam pegas desprevinidas por uma queda na qualidade de vida. Por fim, é necessário que a mídia promova programas com especialistas que esclareçam para a população a importância dos investimentos e as diferenças entre eles.