A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 29/10/2019
Em 1929, houve nos Estados Unidos uma grave crise econômica que ficou conhecida como Grande Depressão, nesse período instaurou-se o caos entre grande parte da população devido à escassez de planejamento econômico. Analogamente, nota-se a relevância de uma adequada gestão do patrimônio financeiro individual, sobretudo em momentos de emergências ou crises. Nesse contexto, é necessário avaliar possíveis investimentos, assim como, uma educação acerca das reais necessidades de consumo.
Em primeira análise, existem diferentes aplicações financeiras com graus variados de risco, onde o indivíduo pode escolher a que se adequa melhor ao seu capital, poupando dinheiro e fazendo-o render. Entretanto, de acordo com, a Associação Brasileira das Entidades do Mercado Financeiro e de Capitais, 58% da população brasileira não possui nenhum investimento. Portanto, nota-se a ausência de uso desse recurso em território nacional, o que dificulta a existência de uma reserva de dinheiro para imprevistos.
Outrossim, com o advento das mídias televisivas o volume de propagandas que incentivam o consumismo cresceu de modo exagerado. Segundo Warren Buffett, investidor americano, não deve-se poupar o que sobra, e sim gastar o que resta depois de poupar. Seguindo a técnica de Buffett, a pessoa poderia guardar dinheiro e consumir suas necessidades simultaneamente, por meio de planejamento e conhecimento a respeito de finanças, que ainda faltam no Brasil.
Reconhece-se, dessa forma, a importância da educação financeira na vida do cidadão e que ainda há obstáculos para torna-la real. Nesse sentido, seria viável que o Ministério da Educação, através da Base Nacional Comum Curricular e com o auxílio de mídias digitais e televisivas, implementasse disciplinas escolares de aplicabilidade real sobre o universo financeiro relativo a gastos e economias, e propagandas informativas acerca dos tipos de investimento, a fim de que o cidadão tenha mais autonomia para tomar decisões corretas com seu dinheiro. Dessa maneira, diminuiria-se as chances de novas situações caóticas como a dos Estados Unidos em 1929.
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