A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 29/10/2019

Após o fim da Guerra Fria, em 1990, o capitalismo se estabeleceu em praticamente todo mundo, tal modelo econômico é característico por estimular o consumo em massa. Hodiernamente, no Brasil, verifica-se que muitas pessoas não se adaptaram a esse sistema, em razão do elevado número de endividados. Nesse contexto, percebe-se que a inserção da educação financeira, tornou-se urgente na vida dos brasileiros, porém, esta enfrenta barreiras para se consolidar. Pode-se dizer, então, que a inação educacional e o silenciamento ao nível social são os responsáveis por esse quadro.

Mormente, deve-se ressaltar que a negligência por parte das escolas fomenta o problema supracitado. Acerca disso, é pertinente trazer o discurso do sociólogo Paulo Freire, no qual ele conceitua que a educação estimula a reflexão e, dessa forma, liberta o indivíduo da situação ao qual se encontra. Sob esse viés, esse visível que a escassez da educação financeira nas instituições de ensino é danoso à população, em razão de muitos desses não terem o conhecimento mínimo de como administrar seu dinheiro e, consequentemente, correm risco de gastarem mais do que podem. Como resultado, a ausência da disciplina financeira é reverberado no elevado número de pessoas endividadas no Brasil, que segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, atinge 60 milhões de brasileiros. Desse modo, é nítido que as escolas têm papel fulcral para amenizar a mazela.

Outrossim, a omissão de debates por parte do corpo social pode ser apontado com responsável pelo problema. Nesse sentido, o sociólogo Jürgen Habermas traz um auxílio importante ao afirmar que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Por esse ângulo, para que as pessoas entendem a importância da educação financeira é imprescindível discutir sobre o tema. No entanto, é explícita uma lacuna no que se refere a essa questão, na medida em que grande parte da população ignora a disciplina, principalmente, pelo fato deste hábito nos ambientes sociais. Por consequente, o contratempo só tende a aumentar, dado que à sociedade dificilmente vai entender o quão importante é se organizar financeiramente, em virtude da prática ser menosprezada.

Em suma, é necessária medidas a fim de estimular a educação financeira. Para tanto, o Ministério da Educação, órgão responsável pelos despachos dos assuntos relativos ao ensino, deve implementar na grade curricular a disciplina da educação financeira desde o ensino fundamental. Tal procedimento deve ser realizado por meio de investimentos por parte do Estado, para viabilizar projetos aos quais estimulem os alunos desde cedo a controlar os gastos, bem como ter autonomia para identificar quando está comprando mais do que pode, com o fito de tornar o indivíduo ciente do seu estado financeiro e assim sendo, entender a importância dessa disciplina.