A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 29/10/2019
Na obra Utopia, do filósofo Thomas More, é idealizada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social vive em plena harmonia, inseta de conflitos e problemas. Sob esse viés, observa-se que a realidade contemporânea é o oposto do que o autor pensou, em razão do problema dos indivíduos em controlar os gastos diante a um cenário de instabilidade financeira, gerando o endividamento em massa. Dessa forma, a educação financeira surge como um mecanismo importante para reformular o atual cenário, pois busca ensinar os cidadãos o uso consciente do capital, sendo necessário desde a infância.
Mormente, o filme brasileiro Até que a sorte nos separe evidencia de maneira cômica o descontrole de gastos de Tino e sua família ao ganharem na loteria, o que ocasiona a perda total do capital recebido, retratando a importância da organização das financias. Nesse cenário, fora da ficção, a realidade contemporânea é semelhante, pois os indivíduos estão gastando mais do que podem pagar, principalmente com uso de cartões de créditos, os quais formulam um ciclo vicioso devido aos juros aplicados. Consequentemente, o planejamento financeiro torna-se essencial com a finalidade de romper o cenário vigente de crise, organizando em planilhas os consumos primordiais.
Ademais, no século XX, a Indústria de cultura de massa surgiu para homogenizar os padrões de consumo da sociedade vigente, a fim de assegurar o lucro e promover a formulação do status social. Desse modo, o consumismo enraizado, disseminado nas redes de comunicações, acarreta no endividamento dos cidadãos, em razão da busca constante dos modelos das classes dominantes como modo de vida, proporcionando a manutenção do cenário de crise. Logo, o ensino acerca do uso consciente é importante para romper com essa mentalidade, a qual os jovens são os principais alvos, conforme dados Serviço de Proteção ao Crédito mais de 60 milhões de brasileiros estão com seus nomes negativados, sendo sua maioria com idades entre 18 a 24 anos.
Torna-se evidente, portanto, que a educação financeira é de extrema importância perante o cenário de instabilidade da crise, necessitando da ampliação desse mecanismo. Diante disso, o Estado, na figura do Poder Legislativo, deve promover a elaboração de um Projeto de Lei baseado em modelos internacionais, com incentivo a integrar essa modalidade a Base Comum Curricular de escolas e universidades, por meio da intensificação do investimento do curso de economia com viés em licenciatura, além de programas sociais de ensino gratuito em locais de grandes movimentações, os quais ministrem aulas dinâmicas acerca do planejamento dos gastos e o consumo consciente. Por fim, essas medidas têm a finalidade de garantir o fim do cenário de instabilidade e a diminuição do endividamento dos cidadãos e assim obtendo o avanço econômico.