A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 14/01/2020
Segundo Kant, “o homem é aquilo que a educação faz dele”. Diante dessa perspectiva, ao analisarmos o comportamento financeiro de alguns brasileiros, entende-se o motivo do cenário de endividamento, nomes negativados e empresas falidas. Pessoas que não tiveram uma educação nas finanças e ,hoje, se encontram nessa situação são fruto do ínfimo ensino proporcionado pelo governo e pela família. Por isso, torna-se necessário o debate a cerca da educação financeira no Brasil.
Primeiramente, é importante destacar que a família é a primeira instituição a qual o individuo é exposto, ou seja, ela deve ser o primeiro vetor de ensino a respeito da importância do dinheiro e como ele afeta a vida do ser humano. Isso contribui para que no futuro jovens possam administrar bem o seu ganho, pois, caso contrário, o alto índice de devedores ainda será significativo, conforme dados divulgados pelo SPC Brasil(Serviço de Proteção ao Crédito). Eles mostram que milhões de brasileiros entram para a lista de endividados todo ano e que 85% deles fazem compras sem planejamento e 74% não possuem qualquer investimento ou caderneta de poupança. Dessa forma, esse comportamento ruim diminui o potencial empreendedor e refletir negativamente para a economia do país.
Ademais, o gasto sem planejamento é incentivado por movimentos nacionais de descontos utópicos e temporários (como a Black Friday) e também tem influência pela procura em jogos de azar que, até agora, é maior que o interesse em saber investir. Com isso, o resultado dessa conduta pode ser observado no filme “Até que a sorte nos separe”, o qual mostra um pai de família que ganha na loteria, porém, devido despesas sem a correta análise, perde a quantia adquirida. Tais ações citadas possuem, de certa forma, uma negligência do governo por permitir esses movimentos de escala nacional quando não há incentivo ou não se comenta sobre investimento ou poupança, seja por comerciais televisivos ou na escola. Assim, a falta de matérias escolares que preparem as crianças para a sociedade, como a educação financeira, contribui para jovens crescerem alienados pela mídia e pelo mercado consumista.
Fica claro, portanto, que o proceder monetário do homem é fruto do que foi ensinado. Para isso, os pais devem incentivar a poupança por meio da prática do “cofrinho” ou da mesada, que por sua vez não deve ser reposta caso a criança gaste sem planejamento a fim de mostrar a importância do dinheiro e seu correto uso. De forma contribuinte, o Ministério da Educação deve inserir a educação financeira nas escolas como matéria curricular, através de um decreto nacional, com o objetivo de formar cidadãos mais incentivados a contribuir no bom funcionamento da economia do país. Outrosim, o governo deve por meio de publicidade, estimular os brasileiros a investirem e guardarem seu dinheiro a fim de aumentar a movimentação do mercado financeiro do país.