A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 29/10/2019

No século XVII, o inglês Adam Smith escreveu o livro “A Riqueza das Nações”, nessa obra ele descreve uma espécie de mão invisível que atua regulando a economia. No entanto, com o passar dos séculos essa obra se mostrou incompleta, pois o mercado não é modulado de forma simples. Dessa maneira, a educação financeira acaba se tornando uma poderosa arma para maximizar os benefícios do mercado e evitar uma crise.

Em primeiro lugar, é de suma importância ressaltar o papel da educação financeira na otimização do mercado e na prevenção de problemas. Segundo o SPC, cerca de 60 milhões de brasileiros terminaram o ano de 2018 com grandes dívidas. Dessa forma, fica evidente que sendo o Brasil um país que não investe massivamente em formação financeira, esse panorama já era esperado, mas, além de prevenir o endividamento, esse tipo de conteúdo acadêmico é capaz de instruir a sociedade a consumir de maneira mais consciente e duradoura o que, por sua vez, diminui o desemprego e as disparidades de renda. Portanto, fica evidente que muitos problemas econômicos podem ser solucionados e os benefícios alcançados com essa educação.

Entretanto, quando a sociedade não tem consciência dos impactos das suas ações no mercado os benefícios dão lugar á cenários de crise. Em 1929, nos EUA, ocorreu a maior crise econômica da história, esse evento disseminou pobreza por todo aquele país e por várias regiões do globo. Esse fenômeno foi causado por uma superprodução aliada à um consumo insuficiente, ou seja, nem os produtores e nem a sociedade sabia do seu papel para a manutenção do equilíbrio mercantil. Logo, torna-se claro que a falta de informações financeira pode impactar negativamente a economia.

Torna-se evidente, portanto, que para continuar a obra de Adam Smith, medidas devem ser tomadas. Em primeiro lugar, cabe ao MEC modificar a base comum curricular para que essa possa abranger essa educação financeira, profissionais devem ser capacitados e, junto com o setor privado, esse órgão deve realizar “workshops” para disseminar esse conteúdo, pois, só assim o Brasil e sua sociedade vão poder colher os frutos de uma economia equilibrada, justa e eficaz.