A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 30/10/2019
A Constituição Federal de 1988 garante a todos os indivíduos o bem-estar físico, mental e social. Contudo, essa não é uma realidade brasileira, visto que o índice de pessoas com o nome no SPC, devido a má administração do dinheiro, é alarmante Sob esse aspecto, dois fatores não podem ser negligenciados: o consumismo exacerbado e a negligência que a educação financeira possui. Dessa forma, medidas cujo objetivo sejam otimizar o processo de administração financeira individual devem ser tomadas.
Em uma primeira análise, vale ressaltar que de acordo com o IBGE, 82% da população mundial é pobre. Soma-se isso ao fato de que o capitalismo é um fator determinante para o agravamento dessa situação, já que, como forma das empresas obterem lucros, a mídia é bombardeada com anúncios de produtos, principalmente campanhas voltados ao público infantojuvenil, que geram nas pessoas a necessidade de comprar mesmo que não tenha as devidas condições financeiras. A exemplo disso, segundo o SPC, cerca de 62 milhões de brasileiros estão com o nome negativado, sendo sua maioria jovens entre 18 a 24 anos. Sendo assim, é urgente a necessidade da população em aprender a administrar melhor suas finanças.
Concomitantemente, soma-se ao supracitado a filosofia de Kant que disserta sobre o homem ser aquilo que a educação faz dele. A partir disso, pode-se constar que a inobservância governamental relacionada à educação financeira, juntamente com o desinteresse social a respeito desse assunto, é um dos agravantes do problema sociopolítico enfrentado pela população brasileira. Isso se torna mais claro ao observar a Grande Depressão de 1929, ocorrida nos EUA, que resultou em uma quantidade exorbitante de desemprego e miséria, afetando toda a economia mundial. Logo, percebe-se que a falta de um conhecimento mais profundo sobre o tema é um problema econômico público.
Perante o exposto, é necessário medidas intervencionistas governamentais. Urge que o Ministério da Educação invista em campanhas econômicas educacionais em escolas, através de palestras e rodas de conversa, com a participação não só do aluno, como também dos familiares, de forma que temas como administração e empreendedorismo sejam repassadas a toda comunidade. Outrossim, é necessário que o Poder Legislativo, através de uma ementa, limite a quantidade de anúncios de vendas passados em TV aberta, principalmente voltados ao público infantil, já que são mais facilmente manipulados. Tais medidas contribuirão para que a população tenha mais controle de suas finanças, tornando a sociedade brasileira economicamente mais próspera.