A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 30/10/2019

Segundo o serviço de proteção ao credito no Brasil, mais de 60 milhões de brasileiros fecharam o ano de 2018 inadimplentes. Nesse hiato, é visível que há falhas na educação escolar do país sobre como é abordado a educação financeira, o que tende a fazer persistir o problema. Seja por haver uma grade escolar mal planejada, seja devido às propagandas comerciais no capitalismo, que induz as pessoas a gastarem mais do que é necessário e possível. Nesse sentido, convém analisarmos as consequência de tais situações-problema para a sociedade contemporânea.

Em primeira analise, é indubitável que a questão pedagógica e sua aplicação esteja nas causas do problema. Segundo o economista britânico Sir Arthur Lewis, ’’ A educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido". Nessa lógica, é possível perceber que no Brasil, a pouca preocupação com a educação financeira ofertada as crianças, é impulsionadora, para que, os cidadãos não obtenham o controle de suas finanças por falta de planejamento prévio. Por conseguinte, acumulem cada vez mais dívidas, e também perdem a autonomia de suas vidas.

Ademais, após a 1º Revolução Industrial, ocorrida na Inglaterra, no século XIX, ocorreu o início mais intenso do capitalismo de mercado, onde, cada vez, mais a população é persuadida ao consumo desenfreado por meio de propagandas de produtos dos mais variados tipos, como também, uma oferta facilitada de crédito. A frase do escrito chileno Pablo Neruda, ‘‘Você é livre para escolher, porém é prisioneiro das consequências’’, precisa está na consciência da população durante o ato de comprar. Visto que, na satisfação, muitas vezes momentânea ao ato de comprar, pode desencadear um descontrole financeiro difícil de reverter.

Portanto, é evidente que ainda há entraves para garantir maior autonomia da população sobre a gerencia dos seus gastos do dia a dia. Destarte, cabe a governo Federal, por meio do Ministério da Educação, com intuito de realizar uma melhor abordagem das finanças do povo nas escolas, repensar sua grade pedagógica, a fim de trazer maior discussão monetária juntos aos alunos, abarcando também a população adulta por meio de cursos livres nos bairros, o que visa promover melhor gestão financeira dessas família, com consequência diminuir a inadimplência e melhorar a saúde financeira na sociedade brasileira.