A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 31/10/2019
De acordo com o site Uol, cerca de 41% da população brasileira está negativada. Nesse contexto, com a necessidade de mudar esse cenário, a educação financeira será obrigatória para os estudantes brasileiros até 2020. Todavia, não é apenas o ensinamento sobre finanças em ambiente escolar que reduzirá esses números, uma vez que o escasso ensinamento sobre dinheiro em âmbito familiar, atrelado às necessidades fictícias que o capitalismo impõe, corrobora para esse panorama. Nessa óptica, fica evidente a necessidade de atitudes para evitar o crescimento do número de negativados no Brasil.
Em primeira análise, é válido lembrar que as crianças de hoje estarão inseridas no mercado capitalista futuramente. Sendo assim, a negligência do ensinamento financeiro para os filhos desenvolverá adultos endividados. Nessa perspectiva, segundo a teoria da Normalização, Michael Foucault diz que com a repetição, ideias e comportamentos tendem a se tornar normais. Nesse sentido, os pais, que não permitem que os filhos tenham um contato autônomo e eficiente com o dinheiro, farão com que eles entendam que esses hábitos de não planejar, não investir e nem poupar, sejam comuns e normais, o que permitirá que eles tornem-se futuros negativados.
Outrossim, o capitalismo é um grande impulsionador do consumo inconsciente. Isso se deve porque esse sistema estimula a população a acreditar que os produtos sejam sinônimos de “status”. Esse fato fica claro nas canções populares entre os jovens, como por exemplo, a música “Plaquê de cem”, do Mc Guimê, que retrata que por meio de jóias, dinheiro e carros, ele se sente importante e querido pelas mulheres. Essas músicas são o reflexo da sociedade, haja vista que mostra que as pessoas compram só para manter a imagem, e de forma direta, as empresas capitalistas conseguem atingir o seu objetivo, que é vender cada vez mais. Por isso a educação financeira é tão importante, pois ela permitirá que a sociedade saiba planejar o uso do dinheiro e não compre só para se sentir importante.
Portanto, intervenções são necessárias para impedir o aumento do número de inadimplentes. Assim, o Ministério da Cultura deve oferecer minicursos para os pais, de modo que ensinem-os a como colocar a educação financeira em prática com os filhos, para que, desde pequeno, a pessoa possa aliar os ensinamentos dentro de casa com os da escola, e então, use o dinheiro de maneira inteligente. Com isso, a pessoa saberá administrar o próprio capital, e as propagandas do sistema mercantilista não serão suficientes para fazer com que ela gaste para manter uma imagem. Dessa forma, aliando esses ensinamentos, o número de endividados será reduzido, assim como o Estado espera.