A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 31/10/2019

Após o fim da Guerra Fria, em 1990, o capitalismo se estabeleceu em praticamente todo mundo, tal modelo econômico é característico por estimular o consumo em massa. Hodiernamente, no Brasil, verifica-se que muitas pessoas não se adaptaram a esse sistema, em razão do elevado número de endividados. Nesse contexto, percebe-se que a inserção da educação financeira, tornou-se urgente na vida dos brasileiros, porém, esta enfrenta barreiras para se consolidar. Pode-se dizer, então, que a inação educacional e a influência familiar são os responsáveis pelo quadro.

Mormente, deve-se ressaltar que a negligência por parte das escolar fomenta o problema supracitado. De acordo com o sociólogo Paulo Freire, a educação estimula a reflexão e, dessa forma, liberta o indivíduo da situação ao qual se encontra. Sob esse viés, é conspícuo que a escassez da educação financeira nas instituições de ensino é danoso à população, em virtude de muitos desses não terem o conhecimento mínimo de como administrar seu dinheiro e, consequentemente, correm o risco de gastarem mais do que podem. Como resultado, a ausência da disciplina financeira é reverberado no elevado número de endividados no Brasil, que segundo dados do Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística, atinge 60 milhões de brasileiros. Desse modo, é nítido que as escolas, bem como a disciplina numerária têm papel fulcral para reduzir a mazela.

Outrossim, a questão familiar pode ser apontada como responsável pelo problema. De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de agir e pensar. Por esse ângulo, é visível que a omissão da educação financeira se encaixa na teoria de Durkheim, uma vez que se uma criança vive em uma família que não tem o hábito de economizar, elaborar lista de compras, bem como planejar os gastos mensais, é evidente que esta tem grandes chances de adotar tal comportamento por conta da vivência em grupo. Como resultado, cria-se a continuação do pensamento que ignora a educação financeira na sociedade. Destarte, o trabalho em conjunto familiar é essencial para mitigar esse impasse.

Em suma, é notório que a educação financeira necessita de medidas para ser estimulada. Assim, faz-se imprescindível que o Ministério da Educação, em parceira com o Legislativo, insira na grade curricular a disciplina da educação financeira, por meio da alteração da lei de Diretrizes e Bases da Educação. Tal projeto deverá estimular os alunos desde cedo a controlar os gastos, bem como a ter autonomia para identificar racionalmente sua situação financeira, a fim de tornar o indivíduo como capaz de ser responsável com os gastos e reduzir as chances de ser mais um dos endividados. Dessa forma, o brasileiro possa finalmente entender a importância da educação financeira.