A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 31/10/2019
Ter uma boa relação com o dinheiro é a essência do homem bem sucedido do século XXI, visto que, hoje, controlar o dinheiro é o equivalente a controlar o seu mundo, segundo a lógica capitalista. Sendo assim, a educação financeira é fundamental para a vida do cidadão brasileiro, pois sua ausência gera uma defasagem econômica e ocasiona uma crise contábil à pessoa.
Com certeza, na ordem regida pelo capital, deveria ser prioridade do Estado disseminar conhecimentos financeiros para a população, pois ter conhecimento de métodos de manutenção do dinheiro e organização é fundamental para manter uma vida confortável. Por outra via, no Brasil, segundo estudos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, mais de metade dos jovens de quinze anos não possui conhecimento básico sobre administração de dinheiro no cotidiano. Assim, vê-se uma defasagem entre a população, aqueles que tiveram acesso à educação financeira e mantém um poder aquisitivo respeitado, em contrapartida daqueles que não tiveram a mesma oportunidade e passam a depender da experiência direta no mercado, ficando, muitas vezes, endividados pelo resto de suas vidas. Dessa forma, vê-se a urgência da necessidade de implementação da educação financeira para todos, desde a infância e buscando atingir jovens adultos que já estão inseridos no mercado.
Ademais, como consequência da defasagem de conhecimentos financeiros, surge a crise contábil da pessoa, um fenômeno extremamente presente em sociedades indiferentes quanto a educação financeira, que leva, muitas vezes, à depressão do indivíduo. Como é de conhecimento geral, a quebra da bolsa de valores de 1929, teve proporções mundiais, levando diversas pessoas, incapazes de pagar suas dividas, ao suicídio. Infelizmente, é possível fazer uma conexão entre o ocorrido em Nova Iorque na década de trinta e a população brasileira atual, haja vista o estudo do Serviço de Proteção ao Crédito(SPC Brasil) indicando mais de sessenta milhões de brasileiros como devedores ao final de 2018. Deste modo, é inegável a presença da crise contábil populacional, ocasionada da falta de perspectiva e capacidade financeira, advindas da ausência da educação financeira.
Infere-se, portanto, a necessidade de revisão quanto a disseminação dos conhecimentos financeiros para a população. Primeiramente, o Ministério da Educação, atrelado a economistas e pedagogos, deve inserir, por meio de remanejamento de fundos destinados a novas metodologias de ensino, a educação financeira desde a infância, a fim de garantir a segurança e futuro monetário dos jovens do país.