A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 27/11/2019

O livro “Raízes do Brasil”, do historiador Sérgio Buarque de Holanda, retrata as problemáticas oriundas da formação brasileira, como a falta de conscientização financeira. Por conseguinte, no atual Brasil, há desafios no que tange à educação monetária, haja vista a crise histórica. Outrossim, a modernidade líquida e a negligência governamental precisam estar em pauta.

Primordialmente, é notável que com o fim da Guerra Fria, em 1991, a Nova Ordem Mundial passou a ser o sistema capitalista, logo, torna-se visível a importância de uma educação financeira. Ao parafrasear Zygmunt Bauman, filósofo contemporâneo, é possível dizer que na modernidade líquida, isto é, século XXI, a relação social com o dinheiro é fluída, em síntese, as pessoas tornaram-se inconscientes com os seus gastos e aderiram ao consumismo. Sob esse viés, a conscientização financeira é essencial nesse contexto “líquido”.

Consequentemente, 41% da população adulta do Brasil possui alguma conta atrasada, de acordo com o SPC, Serviço de Proteção do Crédito. Em paralelo com John Maynard Keynes, economista britânico, é notório a negligência governamental com o Estado de bem-estar social, ou seja, um governo que crie programas de educação financeira, principalmente direcionados aos jovens, tendo em mente que a internalização de hábitos ocorre desde cedo. Em suma, as recessões brasileiras e os endividamentos pessoas são simétricos à banalização estatal.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias. O Ministério da Cidadania deve criar um projeto chamado “Educação financeira”, o qual ocorra em centros comunitários e escolas. Esse projeto visa a ministrar palestras com economistas e professores de matemática, que expliquem formas de organizar a economia pessoal. Por meio de investimentos governamentais e adesão populacional é possível combater as “raízes” do Brasil e, assim, promover a conscientização monetária.