A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 17/12/2019
A ausência de informação e suporte relacionados à educação financeira, característicos de sociedades imediatistas e consumistas, sabota a consciência do sujeito, reduzindo-os à condição de indivíduos analfabetos financeiros. Esse fato estarrecedor, resultante de uma estrutura de pensamento que se quer consegue almejar um futuro promissor referente à estabilidade financeira é fruto da interação entre a facilidade de acesso ao crédito e a falta de educação financeira que deveria ser fomentada por instituições educacionais.
Inicialmente, cumpre pontuar a praticidade na hora da aquisição de empréstimos. Esse método utilizado se insere numa lógica que possui respaldo em garantias, tais como cobrança de juros descomedidos, caso haja atraso e, em, casos extremos de não pagamento, patrimônio são usados como garantias para quitação da dívida. A ocorrência dessas situações aliada a constatação feita pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação) que revela que o brasileiro trabalha 5 meses em um ano para pagar impostos, ascende o alerta acerca da importância da educação financeira, pois a falta desta, direciona o indivíduo ao retrocesso econômico e sucumbe projetos futuros que poderiam garantir uma melhor qualidade de vida, prevenindo-o em casos emergências e contingências da vida. Paralelamente essa dimensão estrutural, observa-se a falta de um ensino que aborde o tema de finanças. A necessidade desse novo de jeito de lidar com dinheiro reside de no fato de compormos, em grande medida, uma sociedade que tem uma concepção irreal do quanto pode gastar e que constantemente abdica da integridade moral agindo segundo extintos que não vem precedidos de reflexão. Em face do exposto percebe-se que o cenário atual vai na contramão do imperativo categórico de Immanuel Kant, uma vez que na hora de empreender reflexões sobre qual a melhor atitude se tomar, princípios e valores carecem de valor na perspectiva materialista do indivíduo e este acaba não agindo, exclusivamente, motivados pelo que é correto fazer.
Logo, a tentativa de resolução desse impasse passa por uma atuação efetiva de instituições de ensino em parceria com a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) e deve estar ancorada na inserção de disciplinas que abordem o tema em equipe por intermédio de trabalhos escolares que tenham moral, ética e matemática financeira como competências, visando promover mais pensamento crítico e empoderamento. Torna-se imprescindível, também, o manejo de aplicativos de controle de gastos que gerem relatórios sobre transações e que dão uma visão ampla sobre os gastos em escolas. Espera-se com isso uma sociedade mais consciente financeiramente.