A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 21/12/2019

O Estado surge a partir da necessidade de assegurar os direitos naturais, como a igualdade e a propriedade, em seu modelo de gênese. Contudo, ao basear-se na teoria lockeana e ao analisar o atual quadro da sociedade brasileira, em especial no âmbito econômico, é fato que a negligência governamental, como exemplo na ineficaz implantação de uma educação financeira eficiente, mostram-se como obstáculos na melhoria das condições econômicas da sociedade.

Em suma, torna-se sepulcral a análise das causas que tornam tais impasses possíveis, a fim de solucioná-la. Em primeira óptica, é válido ressaltar que o ritmo vertigioso de renovação dos produtos no mercado, aliado a fácil manipulação dos indivíduos, auxiliam na intensificação do consumismo hodierno. Nesse aspecto, é proposto por Bauman que tal consumo exacerbado é uma maneira de combater o medo da rejeição, uma vez que sua teoria explicita a relação direta entre a necessidade de consumir para se incluir no meio social. Dessa maneira, é indiscutível afirmar que para combater tal manipulação, é fundamental progredir com o senso crítico dos indivíduos, e em consequência, corroborar-se-á a diminuição do consumo atual.

Ademais, a implementação de um conjunto de medidas com intuito em uma educação financeira nas escolas mostram-se como um excelente avanço. Neste ínterim, de maneira análoga ao dito de Paulo Freire, a sociedade só é possível de evoluir se aliada intrinsecamente com a educação. Concomitante a isso, a educação tem papel relevante na transformação socioeconômica da vida do cidadão.

Infere-se, portanto, que medidas sejam tomadas a fim de solucionar a problemática supracitada. Logo, cabe ao Ministério da Educação, aliado ao Ministério da Economia, atuar no ambiente escolar, com intuito na fiscalização e na implementação de palestras educacionais, visando auxiliar no consumismo saudável e em uma educação financeira eficaz. Não obstante, cabe que tais medidas sejam expostas para todos os membros da sociedade como um todo, corroborando na diminuição de problemas financeiros. Assim, será possível moldar um estado igualitário, tal como proposto por John Locke.