A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 03/01/2020

Em meados do século XX, a base doutrinaria estabelecida pelo poeta e dramaturgo Alemão Bertolt Brecht afirmava que " Nenhum problema nos deve parecer natural, nem impossível de ser mudado". Nesse sentido, a questão da financeira no Brasil, perpassando pela má formação educacional desta, urge por mudanças significativas. Sob essa perspectiva, infere-se que a ineficiente gestão estatal e a compactuação da sociedade são, indubitavelmente, canalizadores desse panorama.

Em primeiro plano, sob a ótica sociopolítica, a educação financeira é dificultada pela displicência operacional do Estado em promover políticas públicas que visem a conscientização da população. Esse fato decorre do esfacelamento ético do poder público que secundariza pautas educacionais em detrimento de interesses subjetivos que visem a perpetuação do político no poder. Essa realidade ilustra com precisão aquilo que no o sociólogo Zygmunt Baumam refletira acerca do Governo Neoliberal, o qual, tem como prerrogativa inerente a busca pela satisfação do Mercado e das relações fisiológicas de poder e, para tanto, informa a sociedade sobre como funciona os esquemas de parcelas, empréstimos e os juros relacionados a eles, não parece ser uma boa estratégia, haja vista que vai contra aos interesses dos grandes empresários e banqueiros que apoiam o Governo. Dessa forma, fica notório que essa má gestão estatal acaba por fomentar a falta de educação e planejamento financeiro e,consequentemente, o número de pessoas inadimplentes, que hoje chega a cerca de 60 milhões de indivíduos, segundos dados do IBGE.

Torna-se evidente, portanto, que a compactuação da sociedade e a precarização do Poder Público constroem e auxiliam na má formação educacional financeira. Ao objetificar imprescindibilidade da superação desse panorama, o Poder Executivo Federal deve repassar verbas a Secretaria Nacional de Propaganda para que essa em parceria com as mídias - televisão, rádio e internet - produzam, com professores e especialistas em economia, campanhas educativas, com intuito de orientar e alertar sobre os esquemas de juros atribuídos às parcelas e empréstimos, além também de mostrar a importância de desenvolver um planejamento financeiro,melhorando, assim, essa problemática no país. Outrossim, as instâncias de ensino devem ministrar palestras, para pais e alunos, com a finalidade de instruí-los como construir uma educação financeira eficiente no ambiente familiar, gerando, dessa forma, uma normalização dos jovens com esse tema para, assim, melhorar esse cenário de desorganização econômica presente no Brasil. Consequentemente, com o alcance e eficiência dessas ações, a mudança proposta por Brecht poderá ser efetiva.