A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 17/01/2020
No filme “Até que a sorte nos separe” é retratada a vida de Tino, um pai de família que embora tenha ganho na loteria, encontra-se falido após levar uma vida de ostentação junto à esposa. Fora das telas, devido ao cenário hiperinflacionário no qual o Brasil esteve durante anos, a desorganização financeira é uma realidade no país. Nesse sentido, torna-se necessário analisar tal problemática, intrinsecamente ligada à aspectos educacionais e econômicos.
A princípio, é preciso avaliar as causa dessa conjuntura. Durante os anos 80 e 90 o país passou por um período de alta inflação, no qual ocorreram três trocas de padrão monetário. Logo, o grau de incerteza das ações do governo no plano econômico era alto. Além disso, os altos impostos levam a maioria dos brasileiros a utilizarem seus salários apenas para pagar contas e sustentar-se, visto que 40% da população não poupa nenhuma quantia de acordo com a ANBIMA.
Segundo Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Portanto, uma estrutura educacional que não prioriza a educação financeira acaba por desestimular a poupança e fomentar o descuido com o dinheiro. Ademais, conforme notícia da UOL cerca de 41% dos adultos terminaram 2018 com alguma conta atrasada, assim o estresse constante gerado por essa desorganização pode acarretar diversos problemas psicológicos como a ansiedade e depressão.
Com o intuito de amenizar esse quadro, o Superministério da economia e da Cidadania devem ressaltar a importância da educação financeira para adultos e crianças, por meio de oficinas, eventos comunitários e até cursos gratuitos com o apoio de corretoras de investimentos, a fim de estimular a poupança. Ademais, incluir esse assunto na grade curricular é de extrema importância. Dessarte, será possível formar uma sociedade na qual os indivíduos têm o controle de suas finanças.