A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 21/01/2020

É sabido que a educação financeira é pouco disseminada entre a população brasileira. Não se sabe administrar o dinheiro e boa parte das pessoas nem sequer tem conhecimento do modelo econômico no qual estamos inseridos. Prova disso são os altos índices de inadimplência registrados por órgãos de proteção ao crédito no país. Também é claro que o sistema público de educação básica é precário, portanto, não dá suporte para a educação pecuniária. Porém, tal defasagem não é pretexto para justificar por si só a nesciez financeira que domina a população do país.

Immanuel Kant, em sua teoria da “menoridade”, proferia que o ser humano possui ‘‘incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outro indivíduo’’. Esse pensamento ilustra perfeitamente o comportamento do brasileiro nas relações econômicas. Somos um povo no qual a “menoridade” está inata. Visto que o sistema educacional, cadente, não nos dá suporte para tal, nos tornamos apáticos e nos abstemos de procurar  formas independentes de entender e reorganizar as finanças.

Num contexto coletivo, a falta de controle financeiro gera endividamento, que prejudica ao credor que também possui prestações monetárias a realizar. De dívida em dívida, temos a famigerada “bola de neve”. Outrossim, aquele que não entende e organiza suas próprias finanças, tampouco entenderá o complexo sistema econômico de um país, conhecimento indispensável para a cobrança de direitos e compreensão da economia nacional.

Visto que a falta de interesse pela educação financeira aliada à precariedade no sistema educacional são o óbice do controle das finanças, são necessárias medidas para corrigir a problemática. É preciso que o Ministério da Educação inclua a o ensino financeiro na grade curricular das escolas pois, em concordância com o filósofo Pitágoras, educando as crianças, não é necessário que se puna os adultos.