A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 13/02/2020

Como já diziam As Meninas no Xibom Bombom lá em 1997: " O rico cada vez fica mais rico e o pobre cada vez fica mais pobre." Nesse contexto, juntamente ao fato do Brasil se apresentar como um dos países com as maiores taxas de juros reais no mundo, segundo a Exame. Não é de se estranhar que 62,6 milhões de brasileiros terminassem 2018 negativados, de acordo com a UOL. Logo, se faz necessário encontrar estratégias para estabilizar a vida financeira dos brasileiros.

Apesar do sucesso do plano real em 1994, a inflação e os juros continuam a subir exponencialmente. Não é a toa que o G1 nos mostra que de 2017 a 2019 as taxas bancárias tiveram um aumento de 89%. Se esse fato for somado com a notícia divulgada pelo Extra em 2018, em que o Brasil é apontado como o detentor do maior juros de cartão de crédito do mundo. É possível perceber que, assim como o lucro dos bancos sobem exorbitantemente, o número de endividados também.

Entretanto, as taxas bancárias não carregam a culpa sozinhas. O grande número de desempregados encontrados no fim da década, também pode ser considerado fator. Conforme mostrou o El País em 2019, mais de 13 milhões de pessoas sem trabalhos foram contabilizadas em todo território nacional. Por outro lado, o crédito e a facilidade de compra que se tem hoje em dia é responsável por aumentar em 50% as compras via aplicativos de internet, segundo o Ecommerce Brasil. Logo, o brasileiro mesmo estando desempregado, aumentou suas aquisições online.

Dessa maneira é necessário que o brasileiro tenha mais discernimento e controle de suas finanças. Todavia, antes é necessário que haja um equilíbrio entre juros e emprego. Portanto, flexibilização dos juros e melhores condições de financiamento para os endividados devem ser postas em práticas. Isso pode ser feito através de isenção fiscal por parte do Ministério da Fazenda para com os bancos. A isenção pode vir via medida provisória do presidente da república.