A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 04/02/2020

O filme de comédia brasileiro " Até que a morte nos separe" retrata artisticamente um cenário em que a falta de educação financeira acaba com a fortuna de um milionário chamado Tino. Nesse contexto, é de extrema importância discutir dois dos inúmeros problemas ocasionados pela ausência de tal prática:  o desequilíbrio entre ganhos e gastos aliado ao endividamento propiciado pela vida moderna.

A priori, é ético reconhecer que o avanço do capitalismo colabora fortemente para o consumo exacerbado na sociedade, propagando o lema da “aquisição sem necessidade” e diante desse quadro jovens e adultos perdem o controle sobre o seu financeiro. De acordo com pesquisas disponibilizadas pelo site uol noticias, menos de 25% dos jovens de 18 a 30 anos fazem uma análise de suas finanças. Embasado nesse dado, é possível perceber a escassez de uma educação financeira consolidada dentro da sociedade brasileira, o que por sua vez potencializa diversas consequências, indo além de um endividamento como a falência, a depressão e etc.

A posteriori, cabe voltar a atenção para o encadeamento de efeitos gerados pela falta de gerência, entre eles estão as dívidas bancárias, alavancadas por imensuráveis juros, os quais impossibilitam o seu pagamento. Confirma tal veracidade, dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), ao afirmar que quase 50% da população do  do país já tiveram ou tem o “nome sujo”. Sob essa ótica, é válido ressaltar que embora o desenvolvimento e a globalização proponham um leque de possibilidades para o cidadão adquirir bens de consumo, a exemplo do parcelamento via cartão de crédito, mais uma vez a educação para lidar com tal recurso permanece atrasada e “afoga” parte significativa dos brasileiros em dívidas.

Em face dos entraves apresentados, fica indiscutivelmente claro a importância e a necessidade da educação financeira na vida do cidadão. Nesse prisma, cabe ao Ministério da Educação (MEC) propor, além do conhecimento matemático básico, sua aplicabilidade em atividades quinzenais fora da sala de aula, incentivando na elaboração de planilhas pra manter o equilíbrio entre ganhos e gastos. Soma-se ainda discussões sobre o autocontrole frente as possibilidades, as quais potencializam e mantém a sociedade do consumo do século XXI, com o objetivo de desmistificar as “artimanhas” entrelaçadas e disfarçadas do capitalismo parasitário evitando a repetição da falência financeira na vida de muitos Tinos na sociedade.