A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 07/02/2020

No filme “Até que a sorte nos separe” é retratada a vida de Tino, um pai de família que embora tenha ganhado na loteria, encontra-se falido, após levar uma vida de ostentação junto à esposa. Fora das telas, a ausência de controle financeiro é uma realidade no Brasil. Tal quadro, tem como uma das principais causas, o cenário hiperinflacionário nos anos 80 e 90 e os baixos salários com que a maioria vive. Nesse sentido, torna-se necessário analisar tal problemática, intrinsecamente ligada a aspectos educacionais e econômicos.

Em primeiro lugar, é válido reconhecer que esse panorama é resultado de todo um histórico econômico do pais. Assim, sabendo que 40% dos brasileiros não poupam segundo a ANBIMA, fica evidente que o período de alta inflação e constante aumento dos preços estimulou a população a comprar. Ademais, visto que metade da população vive com menos de um salário mínimo segundo o IBGE, grande parte dos brasileiros utiliza todo o dinheiro para pagar contas, sem ter como guardar.

Em segundo lugar, vale lembrar que o homem é o que a educação faz dele como afirma o filósofo Kant. Dessa forma, uma estrutura educacional que não prioriza a educação financeira desestimula a poupança e fomenta o descuido com o dinheiro. Ademais, conforme notícia da UOL, 41% dos adultos terminaram 2018 com alguma conta atrasada. Sendo assim, o estresse constante, gerado pela desorganização, acarreta, muitas vezes, a quadros de depressão e ansiedade.

Portanto, com o intuito de amenizar esse quadro, o Superministério da Economia e da Cidadania devem ressaltar a importância da educação financeira para adultos e crianças, por meio de oficinas, eventos comunitários e ate cursos gratuitos com o apoio de corretoras de investimentos, a fim de estimular a poupança. Ademais, incluir esse assunto na grade curricular é de extrema importância. Dessarte, será possível formar uma sociedade na qual os indivíduos terão o controle das suas finanças.