A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 08/02/2020
Em 1929, os Estados Unidos entraram em uma grande crise devido à superprodução, que levou milhares de pessoas à miséria em decorrência da tendência consumista americana, popularizada como “jeito americano de viver”. Atualmente, no Brasil, a falta de educação financeira é um problema que afeta uma grande parte da população adulta no país. Esse cenário é fruto tanto da omissão governamental quanto do consumismo influenciado pela mídia. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, com o objetivo de resolver o problema.
Precipuamente, é importante pontuar que a falta de educação financeira no Brasil é causada pela negligência do próprio governo, visto que não foram criadas medidas para resolver esse problema. Tal fato pode ser evidenciado pela ausência da temática no ambiente escolar, que forma cidadãos com dificuldades no gerenciamento monetário e, consequentemente, contribui para o endividamento. Isso é comprovado por dados divulgados pelo Serasa, que afirmam que cerca de 63 milhões de cidadãos brasileiros são inadimplentes, ou seja, estão com dívidas atrasadas.
Em segundo plano, a mídia, enquanto meio de comunicação, influencia comportamentos consumistas na sociedade, por meio da veiculação de propagandas excessivas com itens que simbolizam, na cultura atual, uma forma de ascensão social. Essa publicidade, aliada à falta de planejamento financeiro de grande parte da população, gera mais endividamentos e, ainda, pode causar problemas psicológicos, como ansiedade e depressão, devido ao estresse a que essas pessoas são submetidas quando não podem mais pagar por suas compras.
Portanto, diante do supracitado, urge a necessidade de resolver esse problema. Desse modo, é preciso que o Ministério da Educação inclua a disciplina de educação financeira na grade curricular, de maneira que trate de formas de administrar dinheiro e ensine sobre o consumo consciente, por meio de professores capacitados, a fim de esclarecer os jovens sobre a importância do planejamento de gastos e como evitar endividamentos. Por fim, será possível, a longo prazo, formar cidadãos capazes de se planejar financeiramente nas próximas gerações, com uma sociedade menos consumista, afastando o Brasil da realidade dos Estados Unidos em 1929.