A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 08/02/2020
Cosoante o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, há uma falta de solidez nas relações sociais, econômicas e políticas, característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Hodiernamente, no Brasil, nota-se uma liquidez no que se refere a educação financeira dos cidadãos, tendo a inadimplência de organização e o declíneo da ética como fatores principais. Assim, convém sondar essas problemáticas e propor soluções para dirimi-las.
Em primeira análise, é elementar que a a falta de organização e responsabilidade do financeiro gera inúmeras consequências. Segundo o filósofo Michel Foucault, em sua teoria de Normalização, afirma que certos comportamentos e ideias são considerados naturais devido ao costume no cotidiano. Sob esse viés, o bom hábito financeiro repassado ou ensinado gradativamente, auxilia no processo da educação necessária ao indivíduo. Entretanto, em suposta contradição, resulta no desordenamento de ideias, problemas sociais e mentais cognitivos.
Outrossim, é evidente que a ética é um dos grandes fatores primordiais para se obter um bom aprendizado financeiro, mas com a interruptura da mesma, leva a negligência. Com isso, de acordo com o Nexo Jornal, mais da metade da população brasileira tomam todos os dias, decisões momentâneas sem o poder reflexivo. Contudo, ter o alicerce de refletir sobre o que se deve ou o que se pode, direciona a tomar decisões financeiramente corretas.
Portanto, diante aos fatos supracitados, é de suma importância a educação financeira na vida do cidadão. Cabe ao Ministério da Educação, em parceria com o Governo do Estado, promover métodos por meio de palestras educacionais, projetos de cunho financeiro e éticos, que visem o aprimoramento de melhorias financeiras da população em geral. Assim, não ocorrerá uma liquidez no Brasil mensionado por Zygmunt Bauman.