A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 15/02/2020

No âmbito do mercado privado, é sabido que para uma empresa dar lucro, e consequentemente, se manter próspera para as incertezas econômicas, precisa que os gastos sejam menores que a receita, o chamado superavit econômico. Analogamente, trazendo o conceito para a microeconomia de um cidadão médio brasileiro, o qual, desconhece o assunto por falta de educação de base, sofre com a instabilidade econômica de um governo descompromissado com a população.

Nesse sentido, diversos autores da Escola Austríaca de Economia, como Mises, defendem a ideia de que para uma sociedade prosperar economicamente é necessário a acumulação de dinheiro. Desta forma, o cidadão brasileiro desconhecendo as vantagens a longo prazo dessa ação vivem sob a ótica do consumismo, a qual, é uma das principais formas de desperdício de renda. Portanto, é desperdiçado o potencial de prosperidade econômica. E esse fator, traz o malefício da imprevisibilidade do futuro para o cidadão, o qual, sem reserva monetária de emergência para situações como: acidentes, fenômenos naturais, furtos e outras nesse âmbito, fica a mercê do Estado, que sendo ineficiente em garantir esses recursos, torna a vida do cidadão mais difícil.

Além disso, a falta dessa prática é ainda prejudicada pelo descaso governamental sobre essa temática, a qual, não fornece na educação base assuntos sobre economia. Aliado a isso, vem os altos impostos que impedem ou dificultam aqueles, os quais, economizaram sua renda para empreender e gerar mais renda criando barreiras para a melhora socioecônomica da população, ou seja, diminuindo a capacidade de ascenção social e melhora de vida dos cidadãos. A partir disso, Rothbard vai dizer em “A Anatomia do Estado” que a preocupação do Estado é o acumúlo de poder para sua própria prosperidade sistêmica de coerção. Sendo assim, isso explica o porquê das pautas que aumentariam a independência dos cidadão não são prioridades do Governo, que passando por uma crise interna, prioriza a própria manutenção.

Então, é necessário como solução a longo prazo que o Ministério da Educação forneça nas grades curriculares dos ensinos básicos matérias de economia, e essas, deverão ser lecionadas por pessoas devidamente reconhecidas como bachareis em economia, para assegurar a qualidade do ensino. Ainda, ampliando as escolas técnicas para que essas possuam aprofudamento em administração e empreendorismo, incentivando assim, o desenvolvimento econômico do contexto socioeconômico do país. E ainda, a progressiva diminuição de impostos, como objetivo de tornar o Brasil um ambiente próspero para o crescimento econômico e melhora da vida de todos os cidadãos.