A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 10/02/2020
Maria é uma jovem de 23 anos, baixa renda e acabou de conseguir o primeiro emprego, mas já está com o “nome sujo” no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e no Serasa. Isso poderia ter sido evitado, caso essa tivesse acesso à educação financeira durante a escola. Ela não está sozinha, a inadimplência monetária é uma realidade de boa parte dos jovens e adultos do país, dessa forma não conseguem novos empregos privados, tem a dificuldade de obter crédito no mercado e pode prejudicar a economia do país.
Em primeiro lugar, é preciso entender o sistema. Apesar da educação financeira estar incluída na base nacional comum curricular e ser obrigatória, ela faz parte de outras disciplinas como matemática e ciências da natureza o que torna seu ensino negligenciado e, por ter que dividir espaço com outros assuntos das matérias, a qualidade do ensino geralmente é comprometida. Ademais, por ter sido incluída no sistema educacional apenas em 2018, há hoje uma grande parcela da população que nem teve o acesso mínimo durante a escola e compõe os inadimplentes. Portanto, essas pessoas precisam urgentemente de uma orientação e direcionamento por parte do Estado.
Além disso, é necessário analisar o indivíduo. Nota-se um desinteresse também por parte da população de jovens e adultos, provavelmente pela falta de acesso lá na educação básica, hoje não procuram atualizar-se quanto a isso. Atualmente, porém, existem diversos canais na internet como youtube os quais trazem conteúdo produzidos por pessoas qualificadas em diversas áreas e a educação financeira não fica de fora. “Nath finanças” é um exemplo, a jovem traz explicações e dicas importantes para pessoas baixa-renda administrarem melhor o seu dinheiro e não se afundar em dívidas e gastar além do que se pode comprar. Nos tempos de hoje, há uma pressão cada vez maior em relação ao consumo, a ter muitos bens, é a cultura da ostentação.
Portanto, ao analisar a educação financeira no Brasil, à longo prazo percebemos a necessidade da obrigatoriedade e exclusividade dessa matéria no ensino básico pelo Ministério da Educação (MEC) por meio da reformulação da adoção da disciplina na Base Nacional Comum Curricular, a qual contará com professores qualificados de economia e matemática financeira, com treinamento pedagógico para que os estudantes tenham o melhor ensino possível. Além disso, o MEC pode fazer uma parceria com os produtores de conteúdo sobre educação financeira e disseminar esses cursos através de canais de comunicação, como rádio, televisão e jornais para que os jovens e adultos inadimplentes atuais possam receber a devida orientação para sair dessa situação.