A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 12/02/2020
A obra cinematográfica “O Lobo de Wall Street” conta a história de Jordan Belfort que, após perder seu emprego, decide dar início a sua vida profissional. Movido por sua ambição e munido com seus conhecimentos financeiros, alcança o sucesso por meio de fraudes e esquemas bilionários. Concomitante a isso, no Brasil, torna-se evidente a importância da educação financeira para o bem estar da população e o desenvolvimento econômico da nação. Nessa perspectiva, tal desafio deve ser analisado e superado para que uma sociedade integrada seja alcançada.
É relevante abordar, primeiramente, de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas) quanto aos direitos básicos que asseguram a qualidade de vida da pessoa humana, dentre eles, o acesso a saúde, segurança e educação, sobretudo financeira, que torna-se um dos pilares para o desenvolvimento econômico do país. Contudo, a realidade é justamente o contrário e o reflexo desse contraste pode ser refletido no atual cenário brasileiro. Segundo dados divulgados pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apenas 3% dos jovens brasileiros possuem conhecimentos sobre educação financeira.
Faz-se mister, ainda, salientar a escassez de iniciativas políticas que incentivem a população buscar a aprendizagem financeira, bem como a ausência de interesse social quanto a respeito dessa busca, devido a complexidade e demanda temporal do conteúdo, como impulsionadores de tal circunstância. De acordo com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “Modernidade Líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, fica explícito que a liquidez sobre os processos educacionais, de quaisquer âmbito, possuem grande impacto no desenvolvimento e progresso dos indivíduos.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidez de políticas e ações que visem uma melhor qualidade de vida a população. Dessa maneira, urge que o Ministério da Educação (MEC), por meio de verbas governamentais e profissionais capacitados, agregue o ensino financeiro à matriz curricular estudantil, a fim de orientar os jovens quanto a importância do conhecimento e manejo financeiros equilibrados. Ademais, o Ministério da Economia, juntamente com o setor midiático, deve promover propagandas que visem conscientizar a população quanto aos benefícios da educação financeira. Dessa forma, tanto a sociedade quanto a nação poderão alcançar a prosperidade econômica em suas vidas.